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Ações cotadas em Portugal valorizaram 900 milhões em julho
Administrações públicas reduziram títulos de dívida em 8,8 mil milhões. 'Stock' total de títulos emitidos em Portugal alcançou 333,7 mil milhões.
18 Ago 2026 - 11:53
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O ‘stock’ de ações cotadas emitidas por entidades residentes em Portugal atingiu 80,62 mil milhões de euros em julho, o que equivale a um aumento de 900 milhões em relação ao mês anterior. Segundo os dados revelados pelo Banco de Portugal, nesta terça-feira, esta variação deveu-se à subida de 500 milhões nas empresas não financeiras e 400 milhões nas entidades do setor financeiro.
O valor total dos títulos de dívida emitidos ascendeu a 333,7 mil milhões, menos 9,1 mil milhões do que no final de junho. As amortizações das administrações públicas foram largamente responsáveis por esta variação. Segundo o banco central, as emissões deduzidas das amortizações foram negativas em 8,8 mil milhões.
Os títulos de dívida das administrações públicas desvalorizaram-se em 2,8 mil milhões, a segunda maior nos últimos 12 meses, destaca o banco central, justificando que isto reflete o contexto de subida de taxas de juro. Os títulos de dívida totalizavam 190,4 mil milhões no final de julho.
No acumular do ano, as emissões líquidas de amortizações das administrações públicas correspondiam a 10,5 mil milhões, menos 5,7 mil milhões do que um ano antes.
As administrações públicas registaram ainda o pagamento de cupões no valor de 400 milhões e juros corridos no mesmo valor.
Por sua vez, as emissões de títulos do setor financeiro superaram as amortizações em 2,2 mil milhões, enquanto as empresas não financeiras ultrapassaram em 200 milhões.
Já os títulos de dívida ESG registaram uma queda. Ascenderam a 14,8 mil milhões, menos 900 milhões do que em junho. Equivaliam a 4,4% do ‘stock’ total de títulos emitidos por residentes. Isto é sobretudo explicado pelas amortizações que superaram as emissões em 815 milhões.
Para os próximos 12 meses estão previstas amortizações de títulos no valor de 48 mil milhões. Isto equivale a 13,9% do ‘stock’ de títulos vivos. “Destacavam-se a amortização de títulos de dívida de empresas não financeiras, prevista para agosto de 2026, de 5,5 mil milhões de euros, e as amortizações de títulos de dívida das administrações públicas, previstas para abril de 2027, de 7,8 mil milhões de euros”, informa o banco central.
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