2 min leitura
Ações do banco suíço UBS ultrapassaram a barreira dos 37 euros por breves momentos
Tensão permanece entre o governo e a instituição financeira a propósito das exigências de capital para operações no estrangeiro
12 Dez 2025 - 15:21
2 min leitura
Foto: Unsplash/Claudio Schwarz
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
Foto: Unsplash/Claudio Schwarz
As ações do UBS, o maior banco da Suíça, ultrapassaram brevemente nesta sexta-feira a barreira dos 35 francos suíços (cerca de 37 euros ao câmbio atual), batendo o nível mais elevado desde a crise financeira de 2008.
A subida das ações acontece no meio de rumores de que o Governo suíço poderá flexibilizar as suas exigências de capital para o banco.
O Governo e o banco têm tido uma relação tensa desde que deputados (incluindo apoiantes do Governo) propuseram uma medida para obrigar os bancos a aumentar os fundos de reserva com o objetivo de prevenir crises, como a que levou ao colapso do Credit Suisse em 2023, então a segunda instituição financeira mais poderosa da Suíça.
Para evitar a sua falência, o Governo federal facilitou a aquisição do Credit Suisse pelo UBS, em condições muito favoráveis para este.
Após esta transação, o Governo exigiu ao UBS que cobrisse 100% do capital das suas operações no estrangeiro (e não apenas 60%, como anteriormente) com recursos próprios, o que significa aumentar esses fundos em 26 mil milhões de francos suíços (cerca de 27,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).
Para o banco, esta exigência é excessiva e coloca-o em desvantagem em relação a outros bancos da Europa e dos Estados Unidos.
As tensões entre o UBS e o Governo suíço alimentaram os rumores de que o primeiro poderia deixar a Suíça e estabelecer a sua sede mundial nos Estados Unidos, o que os administradores têm negado publicamente.
O UBS ainda está em processo de reestruturação após a aquisição do Credit Suisse, em que ficou com um quadro de pessoal de 120.000 funcionários. Já foram cortados cerca de 10.000 postos de trabalho e os analistas preveem que pelo menos 10.000 mais sejam reduzidos nos próximos anos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais