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Álvaro Santos Pereira defende que BCE tem de manter “espaço de manobra” nas taxas de juro
Futuro governador do Banco de Portugal deu uma entrevista à Bloomberg ainda como economista-chefe da OCDE
23 Set 2025 - 12:43
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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira
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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira
Álvaro Santos Pereira considera que o Banco Central Europeu tem de garantir margem de atuação na política monetária: “É importante criar almofadas para ter espaço de manobra em caso de choque, e isso é essencial”. O futuro governador do Banco de Portugal deu nesta terça-feira uma entrevista à Bloomberg, ainda na qualidade de economista-chefe da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico – a propósito da divulgação do relatório intercalar de setembro sobre as Perspetivas Económicas, documento no qual participou.
“Neste momento, a inflação parece estar em linha com a meta”, afirmou Santos Pereira à Bloomberg. Recorde-se que, durante a audição parlamentar na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), na semana passada, quando questionado sobre a sua posição em relação a um eventual corte das taxas de juro, respondeu: “não sou pomba, de certeza absoluta” (referindo-se aos membros do BCE menos conservadores), acrescentando então: “a política monetária e a política fiscal têm de ter algumas almofadas. É importante ter margem para atuar na política monetária”.
O responsável, que foi um dos autores do relatório da OCDE divulgado esta terça-feira, salientou ainda que a política de tarifas aduaneiras do presidente dos Estados Unidos fará sentir-se na economia mundial em 2026. O documento refere que “as tarifas dos EUA sobre importações de quase todos os países aumentaram desde maio, atingindo uma taxa efetiva estimada de 19,5% no final de agosto, a mais elevada desde meados da década de 1930. Embora o impacto total dos aumentos de tarifas ainda esteja a desenvolver-se, os primeiros sinais já são visíveis no comportamento dos consumidores, nos mercados de trabalho e nos preços”.
“É importante que os países continuem a dialogar e consigam chegar a acordos para reduzir as barreiras comerciais, porque sabemos que mais comércio é positivo para o crescimento”, defendeu Álvaro Santos Pereira.
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