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Angola quer alcançar taxa de inclusão financeira de 65% até 2027
Só 30,9% dos angolanos têm contas bancárias devido à limitação do acesso ao bilhete de identidade
05 Dez 2025 - 11:55
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Foto: Pixabay
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Angola tem cerca de 51% da população fora do sistema financeiro formal e pretende alcançar, até 2027, uma taxa de inclusão financeira de 65%, avançou esta sexta-feira o ministro de Estado para a Coordenação Económica.
José de Lima Massano, que discursava no ato de lançamento da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF), referiu que os inquéritos realizados revelam que apenas um em cada quatro angolanos possui um bom nível de literacia financeira, e que o acesso aos serviços financeiros está concentrado em Luanda, no litoral e na região centro do país.
O diagnóstico realizado durante a pré-formulação da ENIF revelou desafios significativos, designadamente: apenas 30,9% da população possui contas bancárias; o acesso ao bilhete de identidade continua limitado; o conhecimento financeiro e o acesso a produtos como crédito, poupança e seguros permanecem reduzidos; e os pagamentos digitais ainda estão numa fase emergente.
A realidade atual, acrescentou José de Lima Massano, é influenciada por fatores históricos e por vários condicionalismos estruturais que ainda persistem no processo de desenvolvimento.
O governante salientou que a ENIF pretende facilitar a integração de todos os segmentos da população no circuito formal da economia, “ou seja, permitir que cada cidadão, independentemente da sua condição social, género, idade ou localização geográfica, tenha acesso a serviços financeiros funcionais, seguros e a custos comportáveis”.
Esta estratégia passa por aumentar a literacia financeira dos cidadãos, dotando-os de competências para gerir poupança, crédito e investimento, bem como por promover o microcrédito e outros instrumentos financeiros, apoiando pequenos e médios empresários — a “espinha dorsal” da economia angolana —, destacou o ministro.
“Pretende-se dinamizar a banca digital e móvel, garantindo que mesmo as comunidades mais remotas possam aceder a serviços financeiros de modo seguro, bem como fortalecer parcerias com o setor privado, sociedade civil e organizações internacionais para mobilizar recursos e conhecimento”, referiu.
Segundo o ministro, a ENIF é um instrumento abrangente de política pública que, ao viabilizar o acesso alargado dos cidadãos e operadores económicos ao sistema financeiro, tem o potencial de transformar vidas e impulsionar a dinamização da economia.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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