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António Costa destaca diversificação comercial e resiliência económica como prioridade da UE
Presidente do Conselho Europeu alerta que só com novas parcerias e indústria forte a UE poderá garantir segurança e crescimento.
02 Set 2025 - 08:52
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Foto: Conselho Europeu
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Foto: Conselho Europeu
A União Europeia (UE) precisa de investir “massivamente” na defesa e diversificar os seus parceiros comerciais para garantir resiliência económica e estratégica. O alerta foi lançado pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, nesta segunda-feira, durante o Bled Strategic Forum, na Eslovénia.
“A ingenuidade geopolítica acabou”, afirmou Costa, defendendo ser urgente “investir massivamente na nossa defesa, reforçar a nossa base industrial e criar empregos”, alertando que a paz sem meios próprios de proteção é “uma ilusão”.
O presidente explicou que a União Europeia não iniciou uma guerra comercial e que, apesar da tensão com os EUA sobre tarifas, optou por diplomacia e não retaliou, de modo a proteger os consumidores, as empresas e a previsibilidade das exportações europeias.
Segundo Costa, “o comércio é apenas uma dimensão da nossa relação com os Estados Unidos. A segurança — especialmente com uma guerra à nossa porta — é uma preocupação existencial. Aumentar as tensões com um aliado chave por causa de tarifas… teria sido um risco imprudente. É por isso que, neste momento, escolhemos a diplomacia em vez da escalada”, referiu.
Costa sublinhou ainda que a UE está a fortalecer parcerias comerciais e industriais com países e blocos como o Mercosul, México, Índia, Indonésia, Filipinas e Tailândia, não apenas para aumentar o comércio, mas para reforçar a resiliência e reduzir dependências estratégicas, especialmente no acesso a matérias-primas críticas.
A iniciativa Global Gateway foi destacada como uma estratégia europeia de cooperação e investimento, abrangendo Ásia Central, Cáucaso, América Latina e África, com foco em sustentabilidade, inovação digital, direitos laborais e alinhamento com objetivos climáticos.
Costa reforçou que a UE deve assumir maior responsabilidade pelo seu próprio destino e aumentar a autonomia estratégica.
E concluiu sublinhando que a UE permanece um referencial global, baseada em parcerias, princípios e perseverança, e que o alargamento a países como os Balcãs Ocidentais, Moldávia e Ucrânia é uma prioridade estratégica e não apenas um slogan político.
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