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Auxiliares financeiros e prestamistas representam 14% do ativo no sistema financeiro português
No final de 2025, geriam 135,9 mil milhões de euros, menos 2,2 mil milhões do que em 2024.
19 Mar 2026 - 11:36
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Embora não estejam autorizadas a captar depósitos ou instrumentos equiparados, as instituições financeiras não monetárias desempenham um papel relevante na economia: canalizam recursos entre agentes económicos com capacidade de financiamento e agentes com necessidade de financiamento. Entre estas instituições, destaca-se o setor dos outros intermediários financeiros, auxiliares financeiros e instituições financeiras cativas e prestamistas (OIFAF).
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco de Portugal, no final de 2025 o ativo dos OIFAF totalizava 135,9 mil milhões de euros, menos 2,2 mil milhões do que no final de 2024. Este valor correspondia a 14% do ativo do setor financeiro português, sendo o sistema bancário — composto pelos bancos residentes e pelo banco central — dominante, com 72% do ativo financeiro total.
Entre os OIFAF, cerca de 58% eram auxiliares financeiros, 37% instituições financeiras cativas e prestamistas e 5% outros intermediários financeiros.
Os auxiliares financeiros são entidades que “facilitam” a intermediação financeira, sem desempenharem diretamente funções de intermediação. Incluem-se nesta categoria entidades auxiliares de seguros (corretores e mediadores de seguros e entidades avaliadoras de riscos e danos), sociedades gestoras de fundos (de pensões, de investimento, de capital de risco e de titularização), sociedades gestoras de patrimónios, instituições de pagamento, agências de câmbio, sedes sociais de grupos financeiros e outros auxiliares.
No final de 2025, tinham um ativo superior a 7,7 mil milhões de euros.
Já as instituições financeiras cativas e prestamistas incluem as sociedades gestoras de participações sociais (SGPS), os prestamistas e as entidades de finalidade especial. As SGPS detêm participações em empresas do mesmo grupo, sem exercer funções de administração ou gestão nas suas participadas. As entidades prestamistas concedem crédito garantido por penhor, e as entidades de finalidade especial obtêm financiamento em mercados abertos para suprir as necessidades das empresas do grupo.
No seu ativo, que somava, no final do ano passado, mais de 98,8 mil milhões de euros, incluem-se os títulos de capital, sendo o passivo constituído por capital e reservas.
Por último, os outros intermediários financeiros (excluindo seguradoras e fundos de pensões) reúnem instituições cuja função principal é prestar serviços de intermediação financeira, financiando-se sobretudo através de empréstimos obtidos junto de outras entidades financeiras ou através da emissão de títulos.
Este subsetor integra as entidades de titularização de crédito, que representam apenas 2% das entidades, mas 64% do ativo do subsetor, que em 2025 ascendia a 29,2 mil milhões de euros.
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