Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Avaliação bancária da habitação bate recorde em fevereiro de 2122 euros/m2

Face ao mês anterior, a Península de Setúbal apresentou o aumento mais expressivo (1,9%), tendo-se observado uma única descida, na Região Autónoma da Madeira (-0,1%).

25 Mar 2026 - 12:45

4 min leitura

Foto: Adobe Stock/andranik123

Foto: Adobe Stock/andranik123

O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o INE. Ainda assim, o aumento em termos homólogos, de 17,2%, foi inferior aos 18,7% registados em janeiro.

Já em cadeia, o valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – subiu 17 euros (0,8%). Segundo os dados do INE divulgados nesta quarta-feira, em fevereiro, a Península de Setúbal apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,9%), tendo-se observado uma única descida, na Região Autónoma da Madeira (-0,1%). Em comparação com fevereiro de 2025, a variação mais acentuada foi também na Península de Setúbal (26%), não tendo ocorrido qualquer redução.

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de fevereiro de 2026 foram consideradas 29 625 avaliações (18 380 apartamentos e 11 245 moradias), menos 15,6% que no período homólogo. Face a janeiro, realizaram-se menos 1691 avaliações bancárias, o que corresponde a um decréscimo de 5,4%.

Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2478 euros por metro quadrado, mais 21,9% que em fevereiro de 2025. Os valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (3298 euros/m2) e no Algarve (2856 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (1477 euros/m2 e 1612 euros/m2, respetivamente).

A Região Autónoma dos Açores viu a avaliação dos apartamentos subir 29,8% em fevereiro e teve o crescimento homólogo mais expressivo num mês em que não se verificaram descidas. Já face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 1,3% em fevereiro, tendo o Centro registado o maior aumento (3,3%) e o Alentejo a única descida (-1,9%).

O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 27 euros, para 3126 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 31 e 36 euros, respetivamente, para 2560 euros/m2 e 2157 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,8% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1529 euros/m2, um acréscimo homólogo de 13,5%, destacando-se a Grande Lisboa (2792 euros/m2) e o Algarve (2761 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1133 euros/m2 e 1250 euros/m2, respetivamente). A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais elevado (18%), não se tendo registado qualquer descida.

Comparativamente com janeiro, o valor de avaliação das moradias subiu 0,1%, tendo os Açores sido a região com o crescimento mais elevado (2,5%) e verificando-se descidas nas regiões Norte e Centro (-0,2% em ambas).

O valor mediano das moradias T2 manteve-se em 1514 euros/m2, o das T3 subiu nove euros (1506 euros/m2) e o das T4 desceu dois euros, para 1585 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,9% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram em fevereiro valores de avaliação superiores à mediana do país em 52,4%, 32,8% e 23%, respetivamente. Pelo contrário, as Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-52,5%, -51,6% e -50,1%, respetivamente).

O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade