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Bain & Company antevê setor bancário atento a possíveis fusões

Segundo a consultora, "a necessidade de reforçar eficiência, acelerar a transformação digital e responder à concorrência de 'fintechs' e novos operadores europeus coloca o tema da consolidação novamente no radar do setor".

09 Mar 2026 - 14:19

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Comércio Mundial/Fonte: Freepick

Comércio Mundial/Fonte: Freepick

A consultora Bain & Company antevê que nos próximos anos o setor bancário estará novamente atento a possíveis fusões, com o objetivo conjunto de ganhar escala e diversificar negócio, acompanhando a tendência global. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Bain & Company dá conta do relatório lançado recentemente sobre consolidação bancária a nível mundial e para Portugal considera que um setor “marcado por elevada concentração e pressão estrutural sobre margens” deverá levar os principais decisores a avaliarem a possibilidade de fazer fusões.

“A necessidade de reforçar eficiência, acelerar a transformação digital e responder à concorrência de ‘fintechs’ e novos operadores europeus coloca o tema da consolidação novamente no radar do setor”, afirma a consultora.

A Bain & Company estima que, em 2025, tenham acelerado as operações de fusões e aquisições no setor bancário a nível gobal para um valor global de 212 mil milhões de dólares (cerca de 183 milhões de euros ao câmbio atual). O objetivo das empresas, acrescentou, tem sido ganhar escala, reforçar capacidades tecnológicas e diversificar negócio.

Segundo a consultora, até ao início da década de 2020, estas operações tinham apenas um objetivo (ou escala ou diversificação) mas agora o objetivo é integrado, pois escala e diversificação, “quando combinadas, geram ganhos de eficiência e inovação, permitindo melhorar rácios de eficiência, acelerar a modernização digital e criar novas alavancas de crescimento”.

“As aquisições realizadas em 2025 que combinaram componentes significativos de escala e diversificação registaram, em média, cerca de 30% melhores ganhos de valorização do que aquelas com foco apenas em uma das duas dimensões, evidenciando que estratégias integradas criam mais valor para os acionistas”, estima a consultora que também trabalha na assessoria de operações deste tipo.

A Bain & Company recorda, em Espanha, por exemplo, a fusão entre o CaixaBank e o Bankia ou a aquisição da LeasePlan pela ALD (agora Ayvens).

Portugal tem um mercado bancário considerado concentrado, em que cinco bancos representam mais de 80% do sistema bancário. Estes cinco bancos tiveram lucros agregados superiores a 5,2 mil milhões de euros em 2025, ano em que Caixa Geral de Depósitos, BCP e Novo Banco (comprado pelo grupo francês BPCE) registaram os maiores resultados das suas histórias.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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