Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

2 min leitura

Banco central da Nigéria desce taxa de juro pela primeira vez desde 2020

O banco central da Nigéria reduziu as taxas de juro de 27,5% para 25%, apesar da inflação de 20,1%. O governo de Bola Tinubu procura atrair investimentos e aumentar o crescimento económico.

23 Set 2025 - 18:09

2 min leitura

Foto: wikimediaOlasunkanmiariyo

Foto: wikimediaOlasunkanmiariyo

O banco central da Nigéria desceu as taxas de juro pela primeira vez desde 2000, com a taxa de referência a passar de 27,5% para 25%, atendendo à trajetória da inflação, ainda alta, mas a baixar de forma sustentada. A decisão do banco central nigeriano, noticiada nesta terça-feira pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP), surge num contexto de redução da inflação, a descer há cinco meses, mas ainda assim nos 20,1% em agosto.

A redução da taxa de juro diretora, que é a taxa oficial dos empréstimos aos bancos comerciais, é positiva para o governo liderado pelo Presidente Bola Tinubu, que se comprometeu com uma série de reformas económicas, incluindo a liberalização da taxa de câmbio do naira e o fim dos dispendiosos subsídios aos combustíveis, à semelhança do que Angola está a fazer.

Apesar da elevada inflação, Tinubu espera conseguir atrair investimentos estrangeiros para a quarta maior economia de África e a maior da África subsaariana. A economia da Nigéria cresceu 4,23% no segundo trimestre do ano, acelerando face aos 3,13% registados nos primeiros três meses do ano, e com o setor petrolífero a duplicar o crescimento para mais de 20%, anunciou na segunda-feira o instituto nacional de estatísticas.

Em agosto, o Presidente da Nigéria disse que o objetivo do país era acelerar para registar taxas de crescimento de 7% a partir de 2027, mas o país enfrenta ainda vários desafios, como uma enorme desigualdade entre os mais de 200 milhões de habitantes, com quatro em cada dez a viverem abaixo do limiar da pobreza, uma inflação acima de 20% e instabilidade social que redunda frequentemente em protestos mortais contra o custo de vida.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade