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Banco da Noruega aumenta taxa de juro de referência para 4,50%
Enquanto o Banco da Noruega subiu a taxa de referência em 0,25 pontos percentuais, o congénere sueco optou por manter. Ambos sinalizaram, contudo, que novas subidas podem acontecer.
24 Set 2026 - 10:30
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Foto Norges Bank
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O Banco da Noruega aumentou nesta quinta-feira a sua taxa de juro de referência em 0,25 pontos percentuais, para 4,5%, para conter a inflação ainda demasiadamente alta e deixou a porta aberta a novas subidas. “Há vários anos que o aumento dos preços se situa acima do objetivo. Ao aumentar a taxa de juro de referência, contribuímos para travar a inflação”, afirmou a governadora do banco central, citada num comunicado.
Ida Wolden Bache acrescentou que, “provavelmente, será necessário manter as taxas a um nível elevado durante algum tempo”, estando o comité de política monetária “preparado para as aumentar ainda mais, se tal se revelar necessário para trazer a inflação de volta à meta de 2% num prazo razoável”.
A coroa norueguesa valorizou-se imediatamente após o anúncio.
Os economistas estavam divididos antes da decisão quanto à eventualidade de um aumento das taxas. Nos últimos meses, a inflação na Noruega ficou abaixo das expectativas do banco central, mas continua claramente acima da meta de política monetária, nomeadamente devido ao aumento acentuado dos custos energéticos relacionado com a guerra no Irão.
Em agosto, a inflação subjacente, o indicador mais valorizado pelo Banco da Noruega, situou-se nos 3%, continuando acima da meta de cerca de 2%.
O Banco da Noruega já tinha aumentado a sua taxa de juro de referência em um quarto de ponto em maio, tornando-se um dos primeiros bancos centrais da Europa a endurecer a sua política monetária desde o início da guerra no Médio Oriente. Desde então, outros bancos centrais, como o Banco Central Europeu e a Reserva Federal dos EUA, seguiram o mesmo caminho.
Por sua vez, o banco central da Suécia manteve, nesta quinta-feira, as respetivas taxas inalteradas. O Banco Central da Suécia (Riksbank) anunciou que as taxas de juro de referência se manterão em 1,75%, mas indicou ser mais provável um aumento este ano, a fim de estabilizar a inflação.
“A direção executiva decidiu manter as taxas em 1,75%. Ainda existe capacidade excedentária na economia e os indicadores da inflação subjacente, que excluem os efeitos diretos das medidas temporárias de política fiscal, situam-se relativamente perto dos 2%”, indicou o Riksbank num comunicado.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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