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Banco de Cabo Verde prepara plano estratégico para 2026 – 2029

O Banco de Cabo Verde prepara um novo plano estratégico, focado na transformação digital e ameaças cibernéticas.

23 Set 2025 - 15:19

3 min leitura

Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

A transformação digital e as ameaças cibernéticas são dois dos eixos do novo plano estratégico do Banco de Cabo Verde (BCV), que está em preparação para o período 2026-2029, informou a instituição, no relatório de atividades divulgado nesta terça-feira. “No ano de 2024, deu-se início ao processo de elaboração do novo plano estratégico do banco, num contexto de múltiplos e complexos desafios, nomeadamente: a necessidade de adaptação à inovação e transformação digital, as ameaças decorrentes dos riscos cibernéticos e das tensões geopolíticas, entre outros”, lê-se no documento.

O banco central alargou o horizonte temporal do plano 2021-2024 para abraçar 2025 e deu início à preparação do próximo, aprovando as orientações estratégicas. A instituição tem outros dossiês em aberto, segundo detalha no relatório.

No âmbito da prevenção da lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo, o BCV “criou um núcleo dedicado, lançou um questionário de autoavaliação para os bancos e intensificou a cooperação nacional e internacional”.

O relatório destaca ainda a implementação piloto do Sistema de Transferências Imediatas e Inclusivas (STII), em parceria com a AfricaNenda Foundation, quatro bancos comerciais e a Sociedade Interbancária e Sistemas de Pagamento (SISP), “uma iniciativa que tem por base impulsionar a inclusão financeira no país, através da promoção de pagamentos digitais”.

O relatório divulgado sinteriza vários indicadores relativos ao exercício de 2024. O BCV encerrou o ano com reservas internacionais líquidas equivalentes a 6,5 meses de importações, acima dos 6,2 meses registados no final de 2023.

Durante o ano, a autoridade monetária procedeu a três aumentos das taxas de juro de referência – em maio, novembro e dezembro –, acompanhando a política do Banco Central Europeu (BCE), para travar saídas de capitais e garantir a credibilidade do regime cambial de paridade fixa do escudo ao euro. As reservas cambiais cresceram 7,5%, atingindo 84,7 mil milhões de escudos (768 milhões de euros), com uma rendibilidade de 5,34%, acima dos 3,38% do ano anterior.

O governador Óscar Santos sublinhou, na mensagem que introduz o relatório, que “é visível a crescente utilização dos canais digitais, o que demonstra uma preferência dos cabo-verdianos para os meios eletrónicos” e promete um banco virado para a “inovação no sistema financeiro, através de um conjunto de iniciativas, mormente da regulamentação, estando atento à dinâmica da transformação digital”.

“As múltiplas incertezas do contexto atual e o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas amplificam os desafios ao banco central”, acrescentou, referindo que o banco central está preparado para salvaguardar “a estabilidade de preços e a resiliência do sistema financeiro”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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