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Banco de Inglaterra aponta para risco de uma “bolha” nas ações de empresas de Inteligência Artificial
Supervisor britânico refere que as avaliações de ações nos EUA estão próximas dos níveis mais altos desde a chamada “bolha da Internet”, em junho de 2000.
02 Dez 2025 - 12:26
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Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra | Foto: BCE
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Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra | Foto: BCE
Milhares de milhões de capital captado por empresas que se dedicam ao desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial (IA) e valorizações contínuas das ações nos mercados de capitais levaram o Banco de Inglaterra a lançar um alerta sobre o “risco de uma correção acentuada”, no seu Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta terça-feira.
O supervisor britânico, liderado por Andrew Bailey, refere que, na avaliação de risco feita pelo Comité de Estabilidade Financeira, “muitas avaliações de ativos de risco permanecem significativamente elevadas, particularmente para empresas de tecnologia focadas em IA. As avaliações de ações nos EUA estão próximas dos níveis mais altos desde a bolha da internet (junho de 2000) e, no Reino Unido, desde a crise financeira global. Isso aumenta o risco de uma correção acentuada”.
“O papel do financiamento por dívida no setor de IA está a crescer rapidamente, à medida que empresas focadas em IA procuram investimentos em infraestrutura em larga escala”, adianta o documento, acrescentando: “Segundo algumas estimativas do setor, os gastos com infraestrutura de IA nos próximos cinco anos podem ultrapassar cinco biliões de dólares. Embora os hiperescaladores de IA continuem a financiar grande parte desse investimento com os seus fluxos de caixa operacionais, espera-se que aproximadamente metade seja financiada externamente, principalmente através de dívida”.
“A integração entre empresas de IA e os mercados de crédito, bem como a crescente interconexão entre essas empresas, significa que, caso ocorra uma correção nos preços dos ativos, as perdas com empréstimos podem aumentar os riscos para a estabilidade financeira”, potenciando um efeito de dominó nos balanços dos bancos.
Para além daquele risco, o Banco de Inglaterra manifesta preocupações muito semelhantes às do Banco Central Europeu (BCE), expressas na semana passada, aquando da publicação do seu relatório de estabilidade.
O supervisor britânico refere que “os riscos para a estabilidade financeira aumentaram durante 2025. Os riscos globais permanecem elevados e persiste uma incerteza significativa nas perspectivas macroeconómicas globais. As principais fontes de risco incluem tensões geopolíticas, fragmentação dos mercados comerciais e financeiros e pressões sobre os mercados de dívida soberana. Tensões geopolíticas elevadas aumentam a probabilidade de ciberataques e outras interrupções operacionais”.
“A relação dívida pública/PIB, em muitas economias avançadas, continuou a aumentar este ano. Os governos em todo o mundo enfrentam pressões sobre as despesas, dado o contexto de mudanças demográficas e riscos geopolíticos, o que pode limitar a sua capacidade de resposta a choques futuros”, refere ainda o relatório britânico, acrescentando: “Choques significativos nas perspectivas económicas ou fiscais globais, caso se materializem, podem ser amplificados por vulnerabilidades no financiamento baseado no mercado, como posições alavancadas nos mercados de dívida soberana”.
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