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Banco de Inglaterra pede testes a potenciais choques do dólar
Maria Luís Albuquerque reuniu-se com o governador Adrew Bailey para discutir Basileia III.
18 Jul 2025 - 14:52
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Maria Luis e Andrew Bailey
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Maria Luis e Andrew Bailey
O Banco de Inglaterra pediu a algumas instituições financeiras que testassem a sua resistência a potenciais choques provocados pelo dólar americano, noticiou esta sexta-feira a agência Reuters. A moeda norte-americana, sendo a mais utilizada no comércio global, é um garante da estabilidade financeira, mas as recentes declarações de Donald Trump e as pressões exercidas pelo presidente dos Estados Unidos sobre o líder da Reserva Federal (FED), Jerome Powell, têm gerado receios nos mercados internacionais.
Esta decisão surgiu na sequência de exigências semelhantes por parte dos supervisores europeus. O Banco de Inglaterra, que supervisiona os bancos sediados no centro financeiro da cidade de Londres, solicitou a alguns bancos que avaliassem os seus planos de financiamento em dólares e o grau de dependência em relação à moeda norte-americana, incluindo no que diz respeito a necessidades de curto prazo, revelou à Reuters uma fonte ligada ao processo.
Num dos casos, um banco global com sede no Reino Unido foi solicitado, nas últimas semanas, a realizar internamente testes de stress, incluindo cenários em que o mercado de swaps de dólares americanos poderia secar por completo.
Entretanto, a comissária europeia responsável pelos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, deslocou-se esta semana ao Reino Unido, onde se reuniu com o governador do banco central, Andrew Bailey. Em cima da mesa estiveram temas como a implementação dos acordos de Basileia III, que vieram reforçar significativamente a resiliência do setor bancário perante crises económicas. Foi também debatido o papel dos fundos de pensões e das seguradoras na promoção do investimento produtivo.
“Estes encontros reafirmam o valor do diálogo entre a União Europeia e o Reino Unido. Os nossos objetivos comuns ficam melhor servidos através de uma cooperação transparente e de respeito mútuo”, afirmou a comissária nas redes sociais.
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