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Banco de Portugal alerta para uso indevido da sua imagem e dos seus representantes para comercialização de criptoativos
O Banco de Portugal avisa sobre a manipulação da sua imagem ou dos seus representantes e recorda que não faz qualquer recomendação ou publicitação de produtos financeiros.
13 Out 2026 - 17:34
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Foto Luís Alves Almeida | Jornal PT50
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Foto Luís Alves Almeida | Jornal PT50
O Banco de Portugal (BdP) emitiu um comunicado, nesta terça-feira, para alertar o público sobre casos de fraude em que o seu nome e imagem, ou dos seus representantes, são usados para comercializar produtos financeiros, nomeadamente criptoativos. “Pode parecer uma reportagem ou um excerto de um programa de televisão, mas esse vídeo é falso”, avisa o banco central.
“Nem o Banco de Portugal, nem o seu governador, nem nenhum outro representante do BdP publicitam ou recomendam investimentos financeiros”, reitera a instituição, relembrando que não fazem parte do seu âmbito operações comerciais, divulgações de pareceres profissionais ou jurídicos nem conselhos, recomendações, convites ou sugestões sobre produtos nem desbloquear ou emitir certificados para desbloquear fundos.
Mais ainda, “não exige pagamentos para a eliminação de responsabilidades de crédito” nem “contacta telefonicamente os particulares ou empresas solicitando dados bancários”.
Neste contexto, o BdP informa que “têm vindo a ser identificados múltiplos casos de uso indevido do nome e do logótipo do Banco de Portugal ou de imagens do governador ou de outros representantes do Banco de Portugal”. Estes costumam ser produzidos com recurso a imagens, vídeos ou áudios manipulados com Inteligência Artificial e que são “quase indistinguíveis de uma divulgação real”.
Há ainda casos em que a identidade do banco central é usurpada em telecomunicações – o chamado ‘spoofing’ – aparecendo o nome da instituição em chamadas telefónicas ou e-mails, de forma a que pareça algo autêntico.
O Banco de Portugal reforça que as pessoas não devem fornecer dados bancários nem enviar dinheiro para quem se identifica como representante da entidade ou associado à mesma. “O BdP nunca solicita esse tipo de informação”, assegura, acrescentando que o banco central apenas pede dados pessoais no âmbito dos serviços por si prestados e que podem ser consultados no seu site.
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