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Banco de Rearmamento Europeu propõe fusão com Banco para a Defesa, Segurança e Resiliência

Proposta de fusão foi revelada por um dos líderes do ERB, em Berlim. Conversas com vários governos europeus avançam.

04 Dez 2025 - 07:15

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Foto: Unsplash

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O Banco de Rearmamento Europeu (ERB, na sigla em inglês) propôs uma fusão com o Banco para a Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB, na sigla inglesa). A informação foi avançada por Guy de Selliers, um líder da iniciativa ERB, num evento em Berlim, citado pela Reuters.

Selliers revelou que entrou em contacto com o DSRB para dar a conhecer a sua proposta, que justifica com o facto de considerar desnecessário haver “duas organizações, ambas a falarem sobre criarem um banco multilateral e a competirem entre si”. Recorde-se que tanto o ERB como o DSRB almejam criar uma instituição de crédito com ‘rating’ AAA para mobilizar capital para a área da defesa na Europa, apoiados pelos vários estados.

À Reuters, o DSRB adiantou apenas que não comenta sobre especulação. O DSRB é apoiado por vários bancos europeus, entre os quais o Deutsche Bank, o Commerzbank, ING e também o norte-americano JPMorgan.

A diferença entre o ERB e o DSRB, lembra a Reuters, está nos seus membros. Enquanto o DSRB quer países que estejam na NATO, em geral, incluindo, por exemplo, o Canadá, o ERB foca-se apenas nos países europeus da NATO.

O ERB, até ao momento, só obteve apoio da Polónia, mas as conversas com os vários governos mantêm-se, revelou Selliers. “Temos falado com muitos governos e tido respostas muito positivas. Ninguém foi capaz de encontrar uma falha fatal”, indica. França já elogiou a proposta, adiantou Selliers, mas levantou preocupações sobre a soberania e capacidade financeira, acrescentando que a equipa acredita que Paris “vai mudar de ideias”. A Reuters disse não ter conseguido uma declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros polaco nem do ministro das Finanças francês.

O líder desta iniciativa revelou que as conversações com o Governo alemão também estão em curso, sem revelar detalhes. O Ministério das Finanças alemão não quis prestar declarações à agência de notícias. Sobre esta situação, a diretora do ERB na Alemanha, Jessica Berlin, reiterou que “este banco precisa da Alemanha e a Alemanha precisa deste banco”.

Selliers indicou também que a urgência das conversações com governos tem flutuado consoante os desenvolvimentos geopolíticos. Segundo este, têm perdido fôlego devido aos avanços nas conversas de paz entre a Ucrânia e a Rússia. “O que estamos a tentar fazer agora é levar os líderes políticos a mudarem isto de problema número cinco para problema número um”, destaca.

O ERB foi proposto em janeiro pelo líder da defesa britânica, o general Nick Carter, Selliers, ex-membro da Comissão Executiva da ERBD, e Edward Lucas, ‘senior adviser’ no Center for European Policy Analysis.

Foi feito um convite aos países europeus da NATO para serem acionistas na esperança de gerar 250 mil milhões de euros em empréstimos nos mercados de capitais, alavancando cerca de 10 mil milhões dos acionistas, pagos ao longo de três anos, de acordo com um memorando partilhado com a Reuters.

Já o DSRB foi criado por antigos conselheiros de segurança da NATO, ex-militares e banqueiros com o objetivo de angariar 114 mil milhões de euros para financiar projetos de defesa.

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