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Bancos reúnem-se com Comissária Europeia dos Serviços Financeiros
Maria Luís Albuquerque discutiu a simplificação da supervisão, a construção da União Bancária e a competitividade.
02 Dez 2025 - 18:43
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Foto: Comissão Europeia
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Foto: Comissão Europeia
A Comissária Europeia dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, reuniu-se nesta terça-feira com 20 entidades representativas do setor financeiro. Entre elas, associações europeias de banca, fintechs, associações de consumidores e parceiros sociais, para além de uma dezena de bancos, entre os quais os portugueses Caixa Geral de Depósitos (CGD) e Millennium bcp, bem como o Deutsche Bank, Swedbank, BBVA, Revolut, entre outros.
A iniciativa surge no âmbito dos Diálogos de Implementação, cuja primeira edição, realizada em julho, abordou a implementação da taxonomia da União Europeia.
Desta vez, o foco foi o setor bancário. Para a Comissária, “os bancos europeus são fortes, resilientes e lucrativos — um testemunho da estrutura robusta construída na última década. Mas não podemos ignorar a realidade estrutural: a fragmentação ainda impede que os bancos cresçam, operem de forma fluida além-fronteiras e, em última análise, financiem o crescimento da Europa de uma forma que beneficie tanto cidadãos como empresas”.
Para ultrapassar esses obstáculos, a discussão centrou-se em três tópicos fundamentais:
a competitividade, de modo a garantir que os bancos da UE possam operar em condições equitativas a nível global, ao mesmo tempo que apoiam as prioridades estratégicas da Europa — inovação, sustentabilidade, defesa e crescimento das empresas;
a integração, enfrentando as barreiras persistentes à atividade transfronteiriça, o imobilismo do capital e da liquidez, e a União Bancária ainda incompleta. Um Mercado Único mais profundo canalizará as poupanças da Europa de forma mais eficiente para investimentos produtivos, apoiando o crescimento, a inovação e a competitividade;
e a simplificação, através da redução da complexidade desnecessária no quadro regulamentar e de supervisão. A simplificação responsável reforça a clareza, a coerência e a previsibilidade, sem comprometer a estabilidade financeira.
“A mensagem dos participantes de hoje foi clara: precisamos de ambição de todas as partes — decisores políticos, supervisores e bancos. A Europa precisa de instituições dispostas a pensar de forma transfronteiriça, a expandir, a inovar e a ajudar a transformar poupança em oportunidades de investimento para todos os europeus”, referiu a Comissária.
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