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“Bancos sombra” crescem mais rapidamente e movimentam mais ativos do que os bancos tradicionais

Um relatório do Conselho de Estabilidade Financeira refere que a intermediação financeira não bancária cresceu 9,4% em 2024 e alerta para os possíveis efeitos negativos na estabilidade do sistema.

16 Dez 2025 - 12:03

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Foto: Pexels

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A intermediação financeira não bancária, realizada pelos chamados “bancos sombra”, subiu para 256,8 biliões de dólares (219,5 mil milhões de euros) em 2024, mais 9,4% do que em 2023 e o dobro do crescimento do sector financeiro tradicional (+4,7%), anunciou esta terça-feira o Conselho de Estabilidade Financeira (Financial Stability Board, FSB).

O FSB publicou o relatório anual de monitorização da intermediação financeira não bancária, realizada, entre outros, por fundos de investimento de alto risco, fundos do mercado monetário, fundos de pensões, empresas fiduciárias e seguradoras.

Os “bancos sombra” representam já 51% do total de activos financeiros globais, o que significa que movimentam mais dinheiro do que a banca tradicional.

“O crescimento reflecte uma maior apetência pelo risco, num contexto de subida dos preços dos activos e de taxas de juro baixas”, refere o Conselho de Estabilidade Financeira, com sede na cidade suíça de Basileia.

O relatório descreve as tendências da intermediação financeira não bancária em 2024 em 29 jurisdições que representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Este órgão de supervisão, criado em 2009 para preservar a estabilidade financeira internacional após a crise financeira global, afirma que todos os subsectores da intermediação financeira não bancária cresceram em 2024.

Os fundos do mercado monetário, os fundos de alto risco, outros fundos de investimento, as empresas fiduciárias e os veículos financeiros estruturados foram os que mais cresceram, atingindo 169,4 biliões de dólares (145 mil milhões de euros) em 2024, mais 11% do que no ano anterior.

Os activos dos fundos de pensões e das seguradoras cresceram, em 2024, 7% e 6%, respectivamente.

As entidades que realizam intermediação de crédito e que podem representar riscos para a estabilidade semelhantes aos dos bancos aumentaram 12%, para 76,3 biliões de dólares (65,2 mil milhões de euros). Algumas destas entidades, como empresas financeiras, agentes de bolsa e veículos de financiamento estruturado, apresentam níveis elevados de alavancagem (endividamento para investir).

O Conselho de Estabilidade Financeira adverte que existem “limitações severas na disponibilidade de dados sobre o crédito privado nos relatórios estatísticos e regulatórios”.

A análise do impacto dos activos privados na estabilidade financeira será uma parte importante do trabalho de supervisão do Conselho de Estabilidade Financeira no próximo ano.

Este organismo criou um sistema de observação da evolução do sector financeiro não bancário — anteriormente designado por banca paralela — a pedido dos países do G20, na Cimeira de Seul, em 2010.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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