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BCE identifica aperto no crédito no último trimestre de 2025
Empresas referem subida dos juros e maior exigência de garantias por parte das instituições financeiras
02 Fev 2026 - 15:11
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BCE sede | Foto: ecb multimedia
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BCE sede | Foto: ecb multimedia
Na semana em que o Banco Central Europeu (BCE) realiza a sua primeira reunião de 2026 para definir o rumo da política monetária, o inquérito ao financiamento das empresas (SAFE) revela um agravamento das condições de acesso ao crédito no último trimestre de 2025. De acordo com os dados divulgados pelo BCE nesta segunda-feira, “as empresas da área do euro reportaram um aumento líquido das taxas de juro dos empréstimos bancários (12% líquidos, em comparação com 2% no trimestre anterior)”.
“Um aumento semelhante foi observado tanto nas pequenas e médias empresas (PME) como nas grandes empresas. Simultaneamente, 28% das empresas (face a 23% no trimestre anterior) registaram aumentos nos outros custos de financiamento (nomeadamente encargos, taxas e comissões), bem como nas exigências de garantias (14% líquidos, em comparação com 16% no terceiro trimestre de 2025)”, refere o BCE.
No inquérito realizado, as empresas continuaram a considerar “a conjuntura económica geral como o principal fator que restringe a disponibilidade de financiamento externo (20% líquidos, em comparação com 19% na ronda anterior do inquérito)” e indicaram uma ligeira melhoria na disposição dos bancos em conceder empréstimos (4% líquidos, acima dos 2% anteriores).
“As empresas relataram um aumento da faturação nos últimos três meses (7% líquidos, contra 0% na ronda anterior do inquérito). Um total de 18% das empresas (face a 25% no trimestre anterior) manteve-se otimista quanto aos desenvolvimentos no próximo trimestre. Ao mesmo tempo, as empresas continuaram a observar uma deterioração dos lucros, com 10% das empresas a reportarem uma diminuição dos resultados (contra 13%)”, indica o inquérito.
As empresas preveem um aumento médio de 2,9% nos preços de venda nos próximos 12 meses (em linha com a ronda anterior), enquanto o aumento previsto para os salários é de 3,1% (acima dos 3% da pesquisa anterior).
Nesta ronda do inquérito, as empresas foram também questionadas sobre a utilização de inteligência artificial (IA). Os resultados mostram que 27% das empresas da área do euro não utilizam IA, 33% utilizam-na muito raramente, 31% de forma moderada e 7% de forma significativa.
As PME são mais propensas do que as grandes empresas a não utilizar IA (35% contra 13%) e também menos propensas a experimentá-la ou a utilizá-la de forma moderada. No entanto, a proporção de empresas que fazem um uso significativo de IA é semelhante entre PME e grandes empresas, indicando que a adoção desta tecnologia está também a disseminar-se entre um núcleo de empresas de menor dimensão.
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