2 min leitura
BCE insta Itália a rejeitar proposta que declara ouro do banco central “propriedade do povo”
Parecer jurídico do BCE considera que esta ação pode comprometer as operações do Banco de Itália.
03 Dez 2025 - 15:50
2 min leitura
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
O Banco Central Europeu (BCE) instou nesta quarta-feira o Governo italiano a não incluir no orçamento uma cláusula que especifique que as 2452 toneladas de ouro detidas pelo Banco da Itália são “propriedade do povo italiano”. O banco central argumenta que esta ação poderia comprometer as operações do banco.
“Convidamos as autoridades italianas a reconsiderarem o projeto de lei, também com vista a preservar a independência do Banco da Itália”, afirmou o BCE num documento jurídico que analisa a questão.
O partido Irmãos da Itália, liderado por Giorgia Meloni e parceiro maioritário na coligação conservadora, afirmou que o objetivo é “esclarecer” a propriedade do metal precioso. As reservas de ouro do Banco da Itália têm um valor de mercado de aproximadamente 285 mil milhões de euros.
O relatório do BCE destacou ainda que Roma não consultou o Banco da Itália sobre a medida para garantir a compatibilidade com a legislação italiana.
Além disso, foi observado que os tratados que determinam os poderes tanto da instituição emissora quanto do Eurosistema não abordam a propriedade das reservas monetárias, mas sim a custódia e gestão. “O princípio da independência financeira exige que haja reservas suficientes para garantir que o Banco da Itália disponha dos recursos financeiros necessários para desempenhar as suas funções de forma independente”, afirma o texto.
Caso a titularidade do ouro fosse transferida, o Estado italiano poderia utilizá-lo para reduzir a dívida ou financiar programas de estímulo económico. Atualmente, apenas os lucros provenientes da gestão do ouro podem ser transferidos para Roma.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- Supervisor dos seguros lança consulta para simplificar obrigações de reporte
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais