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BCE prepara novo teste de resistência dos bancos a ciberataques em 2026
Em 2023 e 2024 já ocorreram simulações para melhorar a resiliência das instituições financeiras na Zona Euro. Testes do ano passado chegaram a 109 instituições de crédito, segundo o BCE.
02 Jul 2025 - 13:50
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Patrick Montagner, Conselho de Supervisão do BCE | Foto: BCE
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Patrick Montagner, Conselho de Supervisão do BCE | Foto: BCE
O Banco Central Europeu (BCE) vai realizar um novo teste de resistência aos bancos em 2026 para verificar se as entidades financeiras estão preparadas para responder a ataques informáticos. Patrick Montagner, membro do Conselho de Supervisão do BCE, disse nesta quarta-feira, em Frankfurt, que o novo exercício contará com o envolvimento de outras instituições, como a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) e o Conselho Único de Resolução (CUR).
Numa conferência organizada pela agência de ‘rating’ Fitch e pela consultora PwC Strategy, Montagner disse que, em 2023 e 2024, o BCE já realizou simulações para testar a sua própria resiliência a ciberataques, bem como a dos bancos centrais nacionais da Zona Euro, a de outras autoridades nacionais e a dos bancos comerciais. Entre janeiro e julho do ano passado, o exercício abrangeu 109 instituições de crédito, das quais 28 foram sujeitas a “testes mais exaustivos”, revelou na altura o banco central liderado por Christine Lagarde.
O objetivo passou por avaliar a forma como as instituições respondiam a um incidente de cibersegurança grave, mas considerado plausível de acontecer, e perceber como recuperariam das falhas. Agora, o BCE planeia repetir o teste para “melhorar a resiliência operacional coletiva e as capacidades de coordenação”, acrescentou Montagner, falando sobre o que está previsto para 2026.
O BCE trabalha nesta área em conjunto com o grupo de peritos em cibersegurança dos países do G7, núcleo que em 2024 simulou um ciberataque em grande escala sobre as infraestruturas do mercado financeiro e das entidades financeiras dos países do grupo (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América, Canadá e Japão). Na altura, o exercício envolveu 23 autoridades financeiras, incluindo ministérios das finanças, bancos centrais, supervisores bancários e autoridades de mercado, bem como intervenientes do setor privado.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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