3 min leitura
BCE vai avaliar consequências de apagão para bancos da Península Ibérica
Luis de Guindos enfatizou importância de analisar as consequências do recente apagão elétrico que afetou Espanha, Portugal e parte da França. A Comissão Europeia investiga causas e impactos, enquanto não há provas de ciberataque.
28 Abr 2025 - 23:47
3 min leitura
Luis de Guindos, vice-presidente do BCE | Foto: BCE/ Maria Rita Quitadamo
Mais recentes
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
- Tiago Vilaça reeleito para liderar os intermediários de crédito
Luis de Guindos, vice-presidente do BCE | Foto: BCE/ Maria Rita Quitadamo
O vice-presidente Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, defendeu, nesta segunda-feira, uma análise às possíveis consequências do apagão elétrico, que afetou Espanha, Portugal e parte do sul da França, para o sistema bancário europeu, para evitar perturbações futuras.
“É claro que vamos analisar as potenciais consequências do apagão para podermos apresentar um relatório ao Parlamento [Europeu], porque penso que temos de aprender com este tipo de perturbações para o futuro”, disse Luis de Guindos, no edifício desta instituição europeia em Bruxelas. Numa audição na comissão parlamentar dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, Luis de Guindos foi questionado se este corte maciço no abastecimento elétrico poderia afetar a rede de bancos centrais da zona euro ou infraestruturas como o sistema SWIFT para transferências bancárias e se Frankfurt está preparado para lidar com este tipo de situação.
O responsável vincou que esta ocorrência é “uma manifestação das perturbações que podem ocorrer no futuro”, tendo em conta as interligações energéticas entre os países da União Europeia, como foi o caso de Espanha e Portugal e, por arrasto, parte do sul de França. A informação surge pouco depois de a Comissão Europeia ter indicado estar em contacto com as autoridades de Portugal e Espanha e com a rede europeia de operadores para compreender a causa e o impacto do corte maciço no abastecimento elétrico na Península Ibérica.
“Estamos em contacto com as autoridades nacionais de Portugal e Espanha, bem como com a ENTSO-E [Rede Europeia dos Operadores das Redes de Transporte de Eletricidade] para compreender a causa subjacente e o impacto da situação”, disse fonte oficial do executivo comunitário à agência Lusa. “A Comissão continuará a acompanhar a situação e a certificar-se de que a troca de informações entre todas as partes relevantes se processa sem problemas”, adiantou a mesma fonte oficial. Bruxelas lembrou ainda existirem “protocolos para restabelecer o funcionamento do sistema”, como previsto na legislação comunitária referente às redes de emergência e restabelecimento.
Entretanto, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, disse não existirem para já provas de ciberataque no corte maciço no abastecimento elétrico na Península Ibérica, falando porém numa “das maiores falhas no sistema” na União Europeia.
Nesta audição, Luis de Guindos defendeu ainda uma monitorização à situação dos mercados financeiros uma vez tensões comerciais, nomeadamente após anúncio de pesadas tarifas por parte dos Estados Unidos, podem levar a ajustes “desordenados” nos mercados ou a um maior risco de crédito para as instituições.
Nesta manhã, pelas 11:30 de Lisboa, várias cidades de norte a sul de Portugal foram alvo de uma falha de eletricidade, ainda não reposta e que também afetou países como Espanha e França.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
- Tiago Vilaça reeleito para liderar os intermediários de crédito