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BCE vai testar faturas digitais correspondentes a pagamentos em euros digitais
Depois de convidar os comerciantes a juntarem-se ao projeto-piloto do euro digital, o Banco Central Europeu chama agora os prestadores de serviços de pagamento e as associações de consumidores
29 Set 2026 - 07:30
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Gestão da faturasFoto Freepick
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Depois de ter selecionado, em julho, em colaboração com os bancos centrais nacionais do Eurosistema, 35 entidades principais para participarem no projeto-piloto do euro digital — entre as quais três portuguesas, a UNICRE, a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium bcp — e de ter convidado, ainda este mês, os comerciantes europeus a juntarem-se àquele exercício, o Banco Central Europeu (BCE) convida agora os prestadores de serviços de pagamento (PSP), os prestadores de serviços técnicos, as empresas fintech e as associações de consumidores a juntarem-se à lista de participantes no projeto-piloto, que deverá arrancar no segundo semestre de 2027.
As entidades selecionadas desenvolverão funcionalidades e serviços inovadores baseados na infraestrutura e nas funcionalidades essenciais do euro digital.
Uma das áreas a testar será a dos “recibos eletrónicos integrados”, explorando a forma como os recibos eletrónicos podem ser integrados nas transações em euros digitais e disponibilizados nas aplicações de pagamento, respeitando a privacidade dos utilizadores.
Serão também testadas as transações com múltiplos pagadores e múltiplos beneficiários, através da análise de cenários de pagamento em que vários pagadores contribuem para uma única transação ou em que um único pagamento é distribuído por vários destinatários.
O BCE pretende ainda experimentar os chamados pagamentos condicionais, avaliando formas de facilitar ainda mais este tipo de pagamentos, que apoiam a inovação no mercado, garantindo simultaneamente que as soluções seguem abordagens comuns e funcionam de forma interoperável entre os diferentes prestadores.
Outra área consiste no desenvolvimento de funcionalidades inovadoras orientadas para o utilizador e de serviços de valor acrescentado que os prestadores de serviços de pagamento podem disponibilizar através das suas aplicações de pagamento, com o objetivo de melhorar a experiência dos utilizadores com o euro digital.
As atividades experimentais deverão decorrer entre janeiro e junho de 2027. Os participantes serão convidados a desenvolver e testar soluções, bem como a apresentar uma prova de conceito e um relatório com os resultados. O BCE poderá convidar os participantes selecionados para um evento de apresentação dos resultados do seu trabalho e para a divulgação das principais conclusões desta linha de trabalho.
A linha de trabalho de exploração centra-se na identificação de futuras inovações e desenvolvimentos tecnológicos destinados a melhorar a infraestrutura do euro digital. Estas atividades reunirão participantes de diversos setores para trocar ideias inovadoras e explorar possíveis casos de utilização para consumidores, comerciantes, participantes no mercado e o setor público.
Durante o período experimental, entre janeiro e junho de 2027, o BCE pretende explorar potenciais aplicações da inteligência artificial (IA) no contexto do euro digital, incluindo experiências de pagamento baseadas em IA, agentes de IA e as interações entre estes, micropagamentos e funcionalidades inovadoras orientadas para o utilizador nas aplicações de pagamento.
Será também testado de que forma “um euro digital poderia apoiar pagamentos em serviços públicos, como transportes e mobilidade, faturas de serviços públicos, iniciativas de cidades inteligentes, inclusão financeira, automação do setor público e cenários de resiliência, ao mesmo tempo que melhora a acessibilidade, a eficiência e a experiência geral do utilizador”.
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