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BEI aumenta financiamento a projetos de Defesa

Nadia Calviño fala em mobilidade militar, infraestruturas críticas na fronteira Leste e sistemas anti-drones

14 Dez 2025 - 11:00

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Nadia Calvino, Presidente do BEI/Fonte: BEI

Nadia Calvino, Presidente do BEI/Fonte: BEI

O Banco Europeu de Investimento (BEI), braço financeiro da União Europeia (UE), aumentará o financiamento para projetos de defesa para 4,5 mil milhões de euros (5,28 mil milhões de dólares) no próximo ano, face aos 3,5 mil milhões de 2025, “podendo rever esse número em alta caso haja maior procura”, afirmou a presidente do BEI, a espanhola Nadia Calviño.

Em declarações à margem de uma reunião de ministros das Finanças da UE, em Bruxelas, Calviño afirmou que o aumento previsto para 4,5 mil milhões de euros se baseava em projetos já em curso.

“Vamo-nos concentrar especialmente na mobilidade militar e em infraestruturas críticas na fronteira Leste, e em sistemas anti-drones”, disse Calviño à agência Reuters.

“Faremos pelo menos 4,5 mil milhões. Isso reflete o volume atual de projetos em que estamos a trabalhar. Mais encomendas podem chegar no próximo ano também. Todos os anos temos um processo de revisão no qual podemos ajustar os valores, se necessário”, acrescentou a responsável.

O dinheiro virá do total de empréstimos do banco em 2026, que deverá ser de 100 mil milhões de euros — o mesmo valor de 2025. Mais de metade desses empréstimos no próximo ano será destinada a projetos que ajudem a combater as alterações climáticas.

O banco também concederá empréstimos do seu programa de 70 mil milhões de euros, com duração de três anos, para impulsionar o setor de inovação da UE, voltado para empresas de tecnologia que pretendem crescer na Europa mas não dispõem do capital necessário, num esforço europeu para reter as empresas mais promissoras.

Calviño afirmou que o programa do banco para empresas de tecnologia inovadoras na Europa já gerou nove empresas que cresceram e atingiram uma avaliação superior a mil milhões de euros. Como estas empresas são raras, são conhecidas como “unicórnios” na terminologia do capital de risco.

Até agora, apenas seis países da UE contribuíram com verbas adicionais para o programa do BEI, denominado Iniciativa dos Campeões Europeus da Tecnologia, que visa ajudar empresas inovadoras a expandirem as suas operações na Europa.

Mas Calviño afirmou que, dado o sucesso do programa, muitos outros governos da UE estão interessados em aderir. “Estamos a trabalhar para ampliar esta iniciativa; no primeiro semestre do próximo ano, pretendemos lançar a segunda fase da Iniciativa Europeia dos Campeões da Tecnologia”, referiu a presidente do BEI.

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