3 min leitura
BPF recebeu mais de 2 mil candidaturas no valor de 627 milhões
O CEO do BPF adiantou que cerca de 517 milhões de euros para mais de 1700 empresas ficaram “completos” em uma semana.
11 Fev 2026 - 14:02
3 min leitura
Foto: Banco Português de Fomento
Mais recentes
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
- Tiago Vilaça reeleito para liderar os intermediários de crédito
Foto: Banco Português de Fomento
O CEO do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, adiantou nesta quarta-feira, no Parlamento, que a instituição recebeu 2038 candidaturas aos apoios devido ao mau tempo, com uma dimensão de cerca de 627 milhões de euros. “Recebemos 2038 candidaturas de empresas, com uma dimensão de 627 milhões de euros”, indicou o CEO do BPF, em resposta aos deputados da comissão parlamentar de economia.
Regalado precisou que cerca de 517 milhões de euros para mais de 1700 empresas ficaram “completos” em uma semana. Este responsável lembrou que na altura em que o país foi afetado pela pandemia de covid-19 foram necessárias nove semanas para que o dinheiro começasse a chegar aos beneficiários. “Fizemos agora em nove dias o que na altura se achou fantástico [conseguir] fazer em nove semanas”, destacou.
O líder do BPF adiantou ainda que foram simplificados processos, nomeadamente nas candidaturas, onde é apenas necessária a assinatura de um documento com sete páginas. Já nas declarações para o investimento, a 10 anos, são necessários dois documentos – a declaração do beneficiário e de sinistros.
Em 4 de fevereiro, o BPF lançou duas linhas de crédito de emergência de 1,5 mil milhões de euros dirigidas às empresas afetadas pelas tempestades, para colmatar necessidades imediatas e apoiar a reconstrução de instalações e equipamentos. Ao contraírem os empréstimos através destas linhas, as empresas terão uma isenção de comissão de garantia e das comissões bancárias habitualmente associadas.
Os pedidos são submetidos junto do BPF pelos bancos comerciais, cabendo às instituições financeiras obter a validação dos empresários para formalizar o empréstimo.
O objetivo das linhas de crédito especiais é assegurar condições de financiamento mais baixas às empresas, uma vez que os bancos concedem os empréstimos através de uma garantia emitida pelo BPF equivalente a 70% ou 80% do financiamento, dependendo da dimensão das empresas. As linhas abrangem diversos setores de atividade, desde a indústria à hotelaria, passando pela restauração ou empresas agrícolas.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- BCE tem várias reservas sobre proposta da Comissão para simplificação de regras em matéria de IA
- O ministro e o equívoco sobre a banca
- Juiz arquiva investigações contra Powell
- Pedro Pimenta: “Falar em finanças sustentáveis é falar no financiamento do futuro da economia”
- ESMA vai testar em conjunto com consumidores eliminação de barreiras de acesso ao mercado de capitais
- Tiago Vilaça reeleito para liderar os intermediários de crédito