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Caixa CA garantiu aos autarcas que agência de Parada não encerra definitivamente

Banco alega que regista, neste momento, cerca de 25 movimentos diários, o que, argumenta, não justifica a manutenção do balcão aberto todos os dias da semana.

09 Jan 2026 - 16:02

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Foto: CA

Foto: CA

A Caixa de Crédito Agrícola alegou haver poucos movimentos bancários para manter aberta diariamente a agência situada em Parada, no concelho de Bragança, mas garantiu, nesta sexta-feira, aos autarcas que o balcão não vai encerrar definitivamente.

“Aquilo que nos transmitiu e garantiu a administração da Caixa de Crédito Agrícola foi que o balcão de Parada não é para encerrar, é para racionalização dos serviços em termos gerais na Caixa Agrícola de Bragança (…) devido aos escassos movimentos bancários que tem Parada e esses movimentos podiam ser efetuados por uma funcionária dois dias por semana”, revelou, à Lusa, o presidente da União das Freguesias de Parada e Faílde, Herve Gonçalo. O autarca esteve, nesta sexta-feira, reunido com a administração do banco, juntamente com outros presidentes de junta do concelho de Bragança e empresários, que estão contra o encerramento parcial da agência.

No final de 2025, Herve Gonçalo disse ter sido informado que o balcão de Parada deixaria de estar aberto de segunda a sexta-feira e passaria, a partir de janeiro, a funcionar apenas às terças e quintas-feiras, durante o dia todo, com interrupção para almoço. Descontentes com a situação, as juntas de freguesia impulsionaram um abaixo-assinado, que contém “várias centenas” de assinaturas, apresentado hoje à administração do banco.

Ainda assim, não foi suficiente para reverter a situação. “Deram-nos o exemplo de que têm cerca 25 movimentos diários e isso é reduzido”, adiantou o autarca, explicando que estes números, segundo a Caixa de Crédito Agrícola, já são suficientes para encerrar o balcão, mas não o fizeram por uma questão de “proximidade” que o serviço presta.

Além dos reduzidos movimentos, o banco alegou ainda que muitas das operações já podem ser feitas online. Porém, grande parte dos habitantes das aldeias que se servem do balcão são idosos, que têm dificuldades até para usar o Multibanco. “Quando estamos a falar de uma população envelhecida, com baixas habilitações literárias e iliteracia informática é muito difícil conseguirmos fazer tudo e por questões simples vão ao banco”, explicou Herve Gonçalo.

A Lusa tentou ouvir a Caixa de Crédito Agrícola, mas não foi possível até ao momento.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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