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Candidaturas à 14.ª edição do concurso Todos Contam do Banco de Portugal abrem a 6 de janeiro
Existem dois prémios: Prémio Escola e Prémio Professor. Cada prémio vale 1000 euros em materiais escolares. Os projetos devem promover literacia financeira nos vários níveis de ensino.
22 Set 2025 - 15:56
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Agência do Banco de Portugal em Évora | Foto: Jornal PT50
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Agência do Banco de Portugal em Évora | Foto: Jornal PT50
O Banco de Portugal (BdP) anunciou, nesta segunda-feira, que as candidaturas ao concurso Todos Contam abrem a 6 de janeiro e fecham a 6 de fevereiro. Esta é a 14.ª edição desta competição e é organizada pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros – constituído pelo BdP, Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e CMVM – e pelo Ministério da Ciência, Educação e Inovação.
O concurso em si tem dois prémios, o Prémio Escola e o Prémio Professor, informa o supervisor bancário. Existem cinco prémios na categoria Prémio Escola: um para o pré-escolar, um por cada ciclo de ensino e um para o ensino secundário. Já o Prémio Professor distingue um docente que se tenha destacado na implementação de projetos de educação financeira em anos anteriores.
Cada prémio equivale a livros e materiais escolares no valor de 1000 euros. Segundo explica o regulador, os prémios atribuídos às escolas serão entregues em duas fases. A primeira com o anúncio oficial dos vencedores e o restante no final do ano letivo, “mediante prova da efetiva implementação dos projetos”. Os vencedores vão ser anunciados em março, na Semana da Formação Financeira.
Para as instituições, podem candidatar-se a este concurso escolas ou agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, estabelecimentos de ensino particulares e cooperativos, escolas profissionais e estabelecimentos da rede privada sem fins lucrativos que ministrem a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário. No caso dos professores podem concorrer docentes de estabelecimentos de ensino que tenham implementado projetos de educação financeira em anos anteriores.
No que diz respeito aos requisitos das candidaturas, os projetos devem “sensibilizar para a importância da literacia financeira no quotidiano, desenvolver conhecimentos e capacidades fundamentais para as decisões financeiras, promover atitudes e comportamentos financeiros adequados e promover a resiliência financeira e a criação de hábitos de poupança”. Mais ainda, devem “aprofundar conhecimentos e promover comportamentos adequados na utilização dos serviços financeiros digitais, sensibilizar para o impacto das decisões financeiras na sustentabilidade e estimular a utilização dos recursos pedagógicos do Plano Nacional de Formação Financeira”, reitera o BdP.
Os requisitos enumerados têm por base as Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento, na dimensão Literacia Financeira e Empreendedorismo, e o Referencial de Educação Financeira para a Educação Pré-escolar, o Ensino Básico, o Ensino Secundário e a Educação e Formação de Adultos, informa o banco central. Devem ainda reger-se pelos Princípios Orientadores das Iniciativas de Formação Financeira do Plano Nacional de Formação Financeira. “As candidaturas que incluam iniciativas desenvolvidas em parceria com instituições do setor financeiro, sem o enquadramento da respetiva associação setorial, não observam os Princípios Orientadores e, por essa razão, não são admitidas a concurso”, alerta o regulador.
As candidaturas são avaliadas pelo júri do concurso, constituído por representantes do Ministério da Ciência, Educação e Inovação e por pedagogos com experiência comprovada em áreas de educação e formação, adianta o BdP.
O Todos Contam pretende distinguir “os melhores projetos de educação financeira das escolas portuguesas” no ano letivo 2025/2026, segundo o BdP.
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