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China vai emitir mais de 37 mil milhões de euros em obrigações para capital bancário
Valor representa uma diminuição de cerca de 40% face aos 62,4 mil milhões que o Estado emitiu no ano passado, também com o objetivo de capitalizar os bancos estatais.
05 Mar 2026 - 09:25
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A China vai emitir este ano obrigações especiais do Estado no valor de 300 mil milhões de yuan (37,4 mil milhões de euros) para reforçar o capital dos grandes bancos estatais, anunciou nesta quinta-feira o Ministério das Finanças. O valor representa uma redução de cerca de 40% face aos 500 mil milhões de yuan (62,4 mil milhões de euros) emitidos em 2025, no âmbito do mesmo programa.
Segundo o relatório orçamental divulgado durante a abertura da sessão anual da Assembleia Popular Nacional (APN), o objetivo da emissão é permitir que os principais bancos comerciais estatais reforcem o capital ordinário de nível 1 (“Tier 1”), indicador que mede a solidez financeira das instituições. No ano passado, o reforço de capital foi destinado a entidades como o Bank of China, o China Construction Bank, o Bank of Communications e o Postal Savings Bank of China.
Apesar de os grandes bancos chineses manterem níveis de capital considerados adequados, a redução das taxas de juro tem pressionado as margens de lucro num momento em que Pequim pretende que estas instituições apoiem a economia, quer através da concessão de crédito quer pela absorção de créditos de cobrança duvidosa.
A prolongada crise no setor imobiliário e os elevados níveis de dívida oculta de administrações locais e regionais também têm representado riscos adicionais para o sistema financeiro. Perante este cenário, as autoridades chinesas têm intensificado esforços para garantir a estabilidade do setor financeiro.
Segundo dados oficiais citados pela agência Bloomberg, o número de instituições financeiras consideradas de alto risco caiu para 312 em meados de 2025, cerca de metade do nível registado no pico da crise.
Durante a abertura da sessão parlamentar, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou ainda que a meta de crescimento económico para 2026 será fixada entre 4,5% e 5%, abaixo do objetivo de “cerca de 5%” estabelecido nos últimos três anos. O Governo manteve também outras metas económicas sem alterações face a 2025, incluindo um défice orçamental de 4% do produto interno bruto (PIB), um limite de inflação de 2% e uma taxa de desemprego urbano máxima de 5,5%.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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