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Christine Lagarde: “A Europa já não está na vanguarda do progresso”
A presidente do Banco Central Europeu pede aos países europeus que reúnam recursos para prioridades partilhadas, num mundo em acelerada transformação.
19 Nov 2024 - 09:12
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Foto: LinkedIn de Christine Lagarde
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Foto: LinkedIn de Christine Lagarde
A Europa deve unir forças e reunir os seus recursos para fazer face aos novos desafios económicos e humanos, dado que o crescimento da sua produtividade está a diminuir num mundo a fragmentar-se em blocos rivais, assinalou a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, nesta segunda-feira em Paris. “Estamos a viver um período de rápidas mudanças tecnológicas, impulsionadas em particular pelos avanços na inovação digital. E, ao contrário do que acontecia no passado, a Europa já não está na vanguarda do progresso. O nosso crescimento da produtividade – o principal fator que impulsiona a nossa prosperidade a longo prazo – está a divergir dos Estados Unidos”, referiu Lagarde num discurso junto do Collège des Bernardins, uma instituição histórica e cultural francesa.
Lagarde chamou a atenção para a “uma paisagem geopolítica em mutação, que se está a fragmentar em blocos rivais, onde as atitudes em relação ao comércio livre estão a ser postas em causa e as abordagens à regulamentação do setor tecnológico estão a divergir entre as economias avançadas”. Neste cenário em mutação, referiu que “a Europa está sob pressão crescente para redefinir a sua posição, a fim de se manter competitiva”.
O seu apelo por maior integração surge depois da vitória de Donald Trump como próximo presidente dos Estados Unidos, que deverá acelerar uma nova era de protecionismo que seria particularmente prejudicial para a economia da Europa.
“Temos de nos adaptar ao mundo em mudança que nos rodeia e recuperar o terreno que perdemos em termos de produtividade e tecnologia. Caso contrário, não conseguiremos gerar a riqueza necessária para satisfazer as nossas necessidades crescentes de despesas para garantir a nossa segurança, combater as alterações climáticas e proteger o ambiente”, referiu.
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