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Cibercrime aumenta em Portugal

Relatório do Gabinete de Cibercrime revela que, em 2025, foram apresentadas 4497 denúncias, uma subida de 13% face a 2024. Burlas com criptoativos registam ligeira descida.

18 Fev 2026 - 11:51

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Foto: Pixabay

Foto: Pixabay

No ano de 2025 foram recebidas 4497 denúncias por correio eletrónico no Gabinete de Cibercrime junto da Procuradoria-Geral da República, o que representa um aumento de 13,16% em relação a 2024 (ano em que foram recebidas 3973 denúncias). Destas, 1059 foram remetidas para abertura de inquérito, revela uma nota divulgada nesta quarta-feira.

De acordo com aquela entidade, o cibercrime “é um fenómeno em permanente expansão, continuando a observar-se, de ano para ano, um grande acréscimo das denúncias recebidas”.

“Há claros sinais de persistente aumento das denúncias, reveladores de um crescimento contínuo e regular do fenómeno. Como se referiu, no ano de 2024 foram recebidas por correio eletrónico 3973 denúncias. Portanto, em média, foram recebidas 331 denúncias por mês (mais de 10 por dia). Em 2023 tinham sido recebidas 2916 denúncias, ou seja, 243 denúncias por mês. Em 2025 foram recebidas 4497 denúncias, correspondendo a 375 denúncias por mês”, refere o documento.

As burlas online ocupam o primeiro lugar, com 764 denúncias apresentadas. “Um dos segmentos mais significativos destas burlas é o relacionado com vendas através de plataformas legítimas de compras e vendas online e com vendas nas redes sociais. Mantém-se eficaz, na perspectiva dos agentes criminosos, a técnica recorrente de criar uma conta numa plataforma de vendas ou numa rede social, disponibilizando produtos para venda; após a concretização da venda e o pagamento por parte do comprador, o criminoso apaga a conta e ‘desaparece’ do ciberespaço. Este método causa elevados prejuízos económicos e permite ao agente do crime defraudar sucessivamente múltiplas vítimas”, refere o Gabinete de Cibercrime, acrescentando que a maior parte daquelas denúncias não se concretiza na abertura de inquérito-crime, por se tratarem de burlas na forma tentada ou de natureza semipública, que apenas avançam mediante queixa dos lesados.

Relativamente às denúncias por burlas com criptoativos, o relatório indica que “desde 2021 têm vindo, de forma consistente, a ser denunciados casos de ofertas fraudulentas de planos de investimento em criptoativos. Em 2021 foram denunciados 38 casos; em 2022, 94; em 2023, o Gabinete de Cibercrime recebeu 106 denúncias; em 2024, 139; e, por último, em 2025, 135 denúncias”.

Segundo a mesma entidade, “embora não se tenha registado um aumento numérico das participações recebidas, verifica-se constância e persistência no seu número. Trata-se de situações em que as vítimas se queixam de terem sido aliciadas a investir, em plataformas online, quantias que posteriormente perderam. Em regra, os montantes são elevados (nalguns casos, dezenas de milhares de euros)”.

O relatório acrescenta que “normalmente, após tentativas de reaver o valor supostamente investido, as plataformas onde foi realizado o investimento deixam de estar online, não sendo conhecido qualquer detalhe ou contacto que permita identificar o servidor onde estavam alojadas”. Salienta ainda que, “em geral, as vítimas não dispõem de prova nem de referências seguras sobre as plataformas em causa: confiaram na informação aí disponibilizada e, quando estas desaparecem, deixam de ter dados concretos e rigorosos que permitam desenvolver uma investigação eficaz”.

Ao nível dos meios de pagamento, o cibercrime também tem evoluído, mas as denúncias têm vindo a diminuir, refere o Gabinete de Cibercrime: “Tal como sucede regularmente desde 2020, também em 2025 foram recebidas denúncias de burlas associadas a vendas online com recurso à aplicação MB Way. Trata-se de um fenómeno amplamente divulgado na comunicação social, que deu origem a diversas investigações e até a detenções, julgamentos e condenações. Talvez por esse motivo, o número de denúncias não só não tem registado o aumento verificado noutros fenómenos, como, pelo contrário, tem diminuído. Contudo, esta modalidade criminosa persiste e continua a revelar-se rentável, dado que os agentes criminosos mantêm a sua prática”.

“No ano de 2022 tinham sido recebidas 84 denúncias desta natureza; em 2023 registaram-se 68; em 2024 foram recebidas 78 denúncias. Por último, em 2025, foram recebidas apenas 46 denúncias por tentativas de defraudação com recurso à aplicação MB Way”, conclui o relatório.

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