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Comissão do Conselho de Supervisão do Commerzbank reuniu 11 vezes em 2025 para discutir situação do UniCredit
A comissão criada especialmente para discutir a situação do UniCredit analisou a participação deste no Commerzbank, bem como o seu impacto.
25 Mar 2026 - 16:16
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
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Bettina Orlopp, CEO do Commerzbank, e Andrea Orcel, CEO do UniCredit | Foto: Commerzbank e UniCredit, editada por Rigby Ciprião, Jornal PT50
Uma comissão especial do Conselho de Supervisão do Commerzbank reuniu um total de 11 vezes ao longo de 2025 para discutir a situação do UniCredit. Estes dados constam do relatório anual do banco, citado pela agência Reuters.
Esta comissão temporária foi criada em 2024, quando o banco italiano começou a adquirir uma posição significante enquanto acionista do Commerzbank. Sobre o trabalho da estrutura, a instituição informa que esta “realizou uma análise detalhada da participação do UniCredit no Commerzbank e do seu impacto no banco, tendo recebido relatórios sobre estas questões do Conselho de Administração, bem como de consultores internos e externos”.
Recorde-se que o UniCredit lançou, no passado dia 16, lançou uma Oferta Pública de Aquisição sobre o Commerzbank, no valor de 35 mil milhões de euros. O banco esclareceu que não pretende tomar controlo da empresa alemã, apenas encetar discussões. A instituição garante ainda que estima ficar apenas pouco acima dos 30% do capital com esta operação.
O valor oferecido pelo UniCredit implicava, à data, um prémio de 4% sobre o preço de fecho de dia 13 de março. No fecho de mercado deste dia, o Commerzbank tinha uma capitalização bolsista a rondar os 33 mil milhões, enquanto o UniCredit estava perto dos 96 mil milhões.
A CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, já se tinha posicionado contra uma OPA do UniCredit, bem como o Governo alemão, o segundo maior acionista. O executivo já reiterou a sua oposição desde o lançamento da OPA e a administração do Commerzbank a classificou de hostil.
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