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Comissão Europeia vai propor pacote de integração de mercados até ao final do ano

Maria Luís Albuquerque usa países bálticos como exemplo de sucesso de mercados integrados. Também vai apresentar um pacote sobre pensões suplementares nos próximos dias.

09 Nov 2025 - 08:50

4 min leitura

Foto: LinkedIn/Maria Luís Albuquerque

Foto: LinkedIn/Maria Luís Albuquerque

A Comissão Europeia (CE) pretende apresentar, até ao final do ano, um pacote de integração dos mercados europeus. A informação foi dada pela comissária para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, enquanto discursava numa conferência sobre mercados financeiros em Vilnius, na Lituânia.

Maria Luís Albuquerque serviu-se da realidade báltica para reforçar a ideia que tem vindo a apregoar nos últimos meses sobre a união de mercados e das poupanças. A comissária recorda que os países bálticos têm um mercado único, formalizado num memorando de entendimento datado de 2017. “Em parceria com o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento, foram dos primeiros a perceber como a harmonização dos mercados de capitais poderia impulsionar o crescimento”, sublinha.

A comissária portuguesa revela que a CE pretende replicar o “sucesso ao nível da União Europeia (UE)”. “Conseguiram consolidar as infraestruturas através da fusão das centrais de valores mobiliários dos três estados numa única Nasdaq CSD, o que demonstra o mais alto grau de integração regional nos mercados da UE. Trata-se de uma conquista notável, que mostra ao resto da Europa o que é possível alcançar através da visão e da cooperação”, argumenta.

O pacote que vai ser anunciado vai focar-se na “remoção de barreiras e facilitar a consolidação de infraestruturas de mercado pela Europa”, explica Maria Luís Albuquerque. A comissária realça o “esforço coletivo” dos países bálticos e o “valor de um propósito partilhado”. “O nosso horizonte coletivo estende-se sempre mais longe do que qualquer horizonte individual – uma mensagem que levo comigo para todas as reuniões que tenho com os Estados-Membros”, reitera.

Sobre o papel dos legisladores, Maria Luís Albuquerque relembra que não faz parte do seu trabalho exigir ou ditar onde deve ser colocado o investimento privado. “Este é, e deve permanecer, um trabalho do mercado”, defende. Contudo, acredita que os legisladores podem remover barreiras aos investimentos, melhorar a clareza regulatória e “criar um ambiente onde boas ideias encontram o investimento merecido”. A comissária dos Serviços Financeiros acredita que “construir mercados de capital mais fortes e integrados pela Europa vai ajudar as empresas a crescer além das fronteiras nacionais, atrair investimento a longo prazo e escalar de forma sustentável”.

Uma parte importante deste plano para os mercados de capitais, como a ex-ministra das Finanças já referiu no passado, é a canalização das poupanças para o mercado em si. Neste sentido, Maria Luís Albuquerque reforça a necessidade de uma outra união: a das poupanças e investimentos.

“Sistemas de pensões robustos são essenciais para o bem-estar social e económico a longo prazo das nossas sociedades. À medida que as populações envelhecem e as pressões demográficas se intensificam, a importância de garantir uma segurança de rendimentos fiável na reforma continua a crescer”, alerta.

Para a comissária, “os fundos de pensões têm um papel fundamental no financiamento das economias”. Por isto, revela a comissária, nos próximos dias, vai ser adotado um pacote sobre pensões suplementares. O objetivo, segundo Maria Luís Albuquerque, é “ajudar as pessoas a construir rendimentos de reforma diversificados e mais seguros, ao mesmo tempo que se ganha mais financiamento para a economia”.

Entre os benefícios destas medidas está o acesso das empresas a mais capital, por toda a Europa, argumenta. “Sim, a transição pode acarretar alguns custos, e alguns intervenientes podem considerar que os modelos de negócio baseados em pequena escala ou concorrência limitada já não são viáveis. Mas os benefícios surgirão e, quando isso acontecer, reforçar-se-ão mutuamente, acumulando-se ao longo do tempo e tornando cada passo seguinte mais fácil e gratificante”, acredita a comissária.

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