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Commerzbank começa nesta quinta recompra de ações no valor de mil milhões

O Commerzbank inicia a recompra de ações, com conclusão até fevereiro de 2026. A CEO destaca devolver capital aos acionistas como parte da estratégia.

24 Set 2025 - 14:51

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Bettina Orlopp CEO do Commerzbank | Foto: Commerzbank

Bettina Orlopp CEO do Commerzbank | Foto: Commerzbank

O banco alemão Commerzbank anunciou que vai iniciar nesta quinta-feira, dia 25, o seu programa de recompra de ações, no valor de mil milhões de euros. Este é o quinto programa desde 2023, que o banco espera concluir até, no máximo, 10 de fevereiro de 2026.

Segundo explica o Commerzbank, as ações adquiridas ao abrigo do programa de recompra vão ser resgatadas pela instituição mais tarde. O banco recorda que esta operação faz parte do retorno de capital do ano financeiro de 2025, “que vai consistir numa recompra de ações e um dividendo a ser aprovado na próxima assembleia geral anual”, informa. Os progressos sobre o programa de recompra serão atualizados semanalmente no site do banco.

A instituição adianta ainda que “o Conselho de Administração também decidiu hoje que o Commerzbank irá adquirir as suas próprias ações por um preço total de aquisição de até 15,5 milhões de euros para o programa de ações dos funcionários previsto, que deverá ter início neste outono”.

A CEO do Commerzbank, Bettina Orlopp, realça que “devolver capital aos acionistas é um elemento base da estratégia de criação de valor”. A líder da empresa revela ainda que, para o ano financeiro corrente, o banco pretende “devolver 100% do resultado antes de despesas de reestruturação e depois do pagamento de cupões AT1”. O CFO, Carsten Schmitt, sublinha que a instituição está comprometida com “retornos altamente atrativos para os acionistas” e planeia aumentar o capital devolvido até 2028.

UniCredit à espreita

Recorde-se que o Commerzbank, no último ano, opera com uma possível tentativa de aquisição do UniCredit a pairar sobre si. O banco italiano começou precisamente há um ano a construir uma posição na instituição alemã e que, neste momento, já ascende a 26% do capital, fazendo dele o maior acionista.

O CEO, Andrea Orcel, já deixou clara a intenção de fundir e criar um grande ‘player’ à escala europeia, algo que não tem sido bem recebido tanto pela administração do rival como pelo segundo maior acionistas, o Estado alemão.

O Commerzbank precisa de criar barreiras se pretende fugir de uma possível tentativa de aquisição hostil e a maior remuneração dos acionistas é uma estratégia a adotar, tal como o Banco Sabadell está a fazer em Espanha, para se livrar do BBVA.

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