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Commerzbank segura lucro de 1,3 mil milhões no primeiro semestre

O banco espera um lucro de 2,5 mil milhões para 2025, enquanto enfrenta possível aquisição hostil pelo UniCredit. O Commerzbank anunciou que pretende iniciar uma nova recompra de ações de um milhão.

06 Ago 2025 - 10:51

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Foto: Commerzbank

Foto: Commerzbank

O banco alemão Commezbank reportou, nesta quarta-feira, um lucro de 1,3 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano, 0,9% acima do período homólogo. A empresa nota que incorreu numa despesa de 534 milhões em reestruturação ao longo dos seis meses, que impactou os resultados.

O lucro por ação subiu um cêntimo, para 92 cêntimos, entre o primeiro semestre de 2024 e o primeiro de 2025. O RoTE da empresa anual terminado em junho de 2025 ficou em 8,5%, menos 0,4 pontos percentuais (pp) do que no período homólogo. O banco anunciou ainda um programa de recompra de ações, cujo pedido de autorização já foi endereçado às entidades supervisoras.

As receitas do banco alemão cresceram 13% para 6,1 mil milhões, face ao ano anterior, com a margem financeira a encolher 1,7%, para 4,13 mil milhões, devido à queda das taxas de juro do Banco Central Europeu. Por outro lado, as comissões viram um aumento de 8,3%, fixando-se em 2,02 mil milhões.

As despesas operacionais do grupo subiram 7,1% em termos anuais e ascenderam a 3,23 mil milhões. O rácio de eficiência da instituição fixou-se em 55,8%, abaixo dos 58,8% registados no final de junho de 2024. Este indicador atinge, assim, o objetivo de 57% para 2025 nos primeiros seis meses.

O rácio CET1 do Commerzbank na primeira metade do ano foi 14,6%, menos 0,5 pp do que no semestre homólogo. Até ao final de 2025, o banco espera que este indicador fique em 14,5%, após as despesas de reestruturação e os retornos de capital.

As expectativas para 2025, em geral, foram atualizadas, informa o banco. Agora, a empresa espera um lucro de 2,5 mil milhões, mais 100 milhões do que anteriormente. Estima-se ainda uma margem financeira de cerca de 8 mil milhões, mais 200 milhões do que antes, com as receitas de comissões a crescerem 7%, este último número inalterado face à previsão anterior.

Recorde-se que o Commerzbank está a contestar uma possível aquisição hostil por parte do italiano UniCredit, que detém atualmente 20,2% do capital do banco alemão, mais cerca de 8% em instrumentos financeiros. O UniCredit já é o maior acionista, seguido do Estado alemão. As reações políticas a este interesse do segundo maior banco de Itália não têm sido favoráveis. Contudo, o CEO, Andrea Orcel, não parece interessado em recuar.

Em Itália, o UniCredit já falhou uma aquisição, tendo retirado a sua oferta pelo Banco BPM após a OPA em curso ter gerado vários dramas políticos e judiciais.

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