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Crédito Agrícola tem 616 créditos em moratória num total de 124 milhões

O Crédito Agrícola revelou que tinha, à data de 5 de março, 616 créditos em moratória, no âmbito do programa que foi aprovado pelo Governo para ajudar as pessoas e empresas afetadas pelas tempestades.

09 Mar 2026 - 17:29

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Sede do Crédito Agrícola/Foto: Crédito Agrícola

Sede do Crédito Agrícola/Foto: Crédito Agrícola

O Crédito Agrícola tem 616 créditos em moratória devido ao mau tempo que assolou sobretudo a região centro, num total de 124 milhões de euros, segundo adiantou fonte oficial à Lusa. Os dados estão atualizados à data de 5 de março, segundo informa o banco.

A moratória de 90 dias nos empréstimos às empresas e no crédito à habitação própria e permanente, com possibilidade de extensão por mais 12 meses após esse período, foi acordada como parte do pacote de apoios do Governo para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

O Crédito Agrícola fechou 2025 com uma queda de 34% nos lucros, para 289 milhões de euros, o que é justificado com redução da margem financeira e aumento de imparidades e provisões face ao ano anterior, segundo divulgou a 5 de março.

Questionado pela Lusa relativamente à adesão à garantia pública, o grupo sinalizou que até 31 de dezembro de 2025, tinham sido concedidos 164,6 milhões de euros de crédito habitação a jovens, correspondendo a 979 contratos e a 23,6 milhões de euros de garantia pública.

Fonte oficial do grupo adiantou ainda que o número de trabalhadores a tempo inteiro aumentou de 4324 em 2024 para 4435 no final de 2025, embora o número de agências tenha recuado de 617 para 615.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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