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Crescimento das receitas na área dos pagamentos deve cair para metade nos próximos cinco anos
De acordo com o estudo da BCG, o crescimento das receitas de pagamentos deve cair de 8,8% para 4% até 2029.
15 Jan 2026 - 11:55
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A área dos pagamentos tem tido uma evolução acentuada e a receita global desta área deve atingir 2,1 biliões de euros em 2029. Contudo, a taxa de subida anual das receitas deve cair para metade nos próximos cinco anos. De acordo com o estudo Global Payments Report 2025: The Future is (Anything but) Stable, da Boston Consulting Group (BCG), o ritmo de crescimento das receitas deve baixar de 8,8% para 4% no período mencionado.
O estudo indica que as receitas baseadas em transações “vão manter-se fortes, enquanto os ventos favoráveis da margem de depósitos enfraquecem”. Por geografia, “a América Latina deverá liderar o crescimento geral da receita, com 7,9% ao ano entre 2024 e 2029, seguida do Médio Oriente e África, com 6,8%. Estima-se ainda que o crescimento da receita na Europa durante esse período se situe nos 3,5%, em linha com o da América do Norte (3,4%) e da Ásia-Pacífico (3,3%)”, informa a consultora em comunicado.
A BCG nota que Portugal deve seguir esta tendência de desaceleração acentuada no crescimento geral da receita, apresentando, uma taxa de 1,8% por ano até 2029, graças a receitas associadas a depósitos mais fracas. “Contudo, as receitas com base em transações vão permanecer resilientes e dar algum ânimo até ao fim deste período, suportadas pelo crescimento eletrónico, uma preferência dos consumidores que ganhou impulso durante a pandemia”, contrapõe.
Por sua vez, “a penetração dos pagamentos instantâneos deverá aumentar de forma consistente, com os consumidores a valorizarem cada vez mais a sua conveniência, a rapidez e a integração perfeita entre os canais digitais e móveis”, aponta o estudo.
As transformações futuras do setor dos pagamentos
O estudo da BCG enumera ainda várias tendências que vão “moldar o futuro do setor”. “O setor dos pagamentos ao nível global está a entrar numa nova fase estrutural, marcada pela consolidação de tecnologias digitais, pela emergência de moedas digitais, como as stablecoins, e pela integração crescente da inteligência artificial em sistemas de pagamento. Estas forças estão a remodelar as cadeias de valor e a acelerar a convergência entre bancos, ‘fintechs’ e grandes plataformas tecnológicas”, destaca.
São cinco as tendências elencadas pela BCG que vão influenciar o futuro dos pagamentos. A ‘agentic AI’, “que começa a influenciar decisões de consumo e a otimizar a experiência de pagamento” e as ‘stablecoins’, que têm agora “maior clareza regulatória e mobilizaram, em 2024, 22,3 biliões de euros, estão entre as tendências referidas.
Surgem ainda as ‘fintechs’ de pagamentos e o seu crescimento acelerado. Estas geraram 151 mil milhões de euros em receitas em 2024 e tiveram um crescimento anual de 23%. Por sua vez, os pagamentos em tempo real entre contas representam cerca de um quarto dos pagamentos digitais de retalho em todo o mundo, segundo a BCG, e tiveram um aumento de 40% em volume em 2024. Por fim, a BCG refere a “excelência em custos enquanto alavanca de crescimento, com potencial para elevar margens entre 30% e 40%”.
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