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DBRS vê 2026 com rentabilidade e margens estáveis na banca europeia

Bancos europeus preparam-se para um 2026 com rentabilidade idêntica, mas possíveis aumentos no custo de risco.

24 Nov 2025 - 16:22

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Foto: Unsplash

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A Morningstar DBRS fez uma análise à banca europeia, tendo em conta o primeiro semestre deste ano e as tendências que se têm observado, e estima que em 2026 a rentabilidade dos bancos europeus se mantenha em linha com a de 2025, “ou até algo melhor”. A par disto, conta ainda com margens financeiras melhores, impulsionadas, sobretudo, pelo maior volume de crédito.

A agência de notação financeira recorda que o ano de 2025 ficou marcado pelo declínio das métricas de rentabilidade, especialmente devido à contração da margem financeira, uma consequência direta da descida das taxas de juro do Banco Central Europeu.

A equilibrar a balança aparece o aumento do volume de crédito, já referido, e um maior rendimento não provindo de juros. Também as despesas operacionais se mantiveram contidas e o custo de risco estável, sublinha a DBRS. As despesas devem manter um aumento controlado em 2026, com os salários a serem o fator mais preponderante para a subida dos custos.

Contudo, uma maior digitalização dos processos tem levado a maior eficiência, algo que se espera que cresça nos próximos tempos, especialmente com a maior implementação da Inteligência Artificial.

Para o próximo ano, a agência de ‘ratings’ conta com um aumento das receitas não provindas de juros mais modesto e um custo de risco maior. A Alemanha tem liderado na deterioração de ativos, pela sua exposição ao imobiliário comercial e às indústrias automóvel e energética. O resto da Europa, com especial destaque para os bancos do sul europeu, tem vindo a limpar as folhas de balanço e a reduzir os rácios NPL.

Portugal destaca-se, no gráfico divulgado pela DBRS, com o menor custo de risco entre os países considerados, na primeira metade de 2025.

Em relação às margens financeiras, a DBRS justifica as suas previsões com a esperada estabilização da política monetária, nomeadamente na Zona Euro e na Suécia. A este panorama acresce o expectável crescimento em volume de crédito, resultando no aumento das margens.

Por sua vez, as receitas não relacionadas com juros estiveram este ano em destaque, lembra a DBRS. A maior volatilidade do mercado levou a mais atividade de ‘trading’, mais dívida, impulsionada por baixas taxas e um mercado de crédito privado em crescimento exponencial. Também as comissões tiveram um incremento, pelo aumento do número de créditos e de cartões.

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