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DBRS vê um 2026 neutro para bancos americanos
A DBRS aponta ainda para um mercado favorável a fusões e aquisições, especialmente na área das 'fintechs'.
21 Dez 2025 - 11:14
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A agência de notação financeira Morningstar DBRS estima que 2026 seja um ano neutro para o ambiente operacional dos bancos norte-americanos. A DBRS vê riscos na desaceleração do mercado laboral, bem como no fraco sentimento dos consumidores e pressão inflacionária. Por outro lado, espera que a economia continue a crescer – 2% em 2025 e 2026 – o que vai beneficiar os bancos, tal como as reduções de impostos e a desregulação.
A DBRS lembra que a administração Trump fez nomeações importantes no setor bancário e que estas vão alinhar com a tendência de desregulação do executivo. “Espera-se agora que quaisquer novos requisitos regulamentares sejam neutros em termos de capital”, indica a agência em comunicado.
É também esperada uma rentabilidade sólida em 2026. O declínio pouco acentuado das taxas de juro, compensado por outras receitas – como comissões de banca de investimento – e aliado a uma política de controlo de despesas, vai levar os bancos americanos a rácios de eficiência melhores no próximo ano.
A agência de ‘rating’ sublinha que situações como as falências da First Brands e da Tricolor criaram receio no setor sobre a qualidade dos ativos, mas, ao mesmo tempo, consideram que estes acontecimentos foram exceções. Por outro lado, “os impactos inflacionários contínuos, a incerteza tarifária e os riscos geopolíticos provavelmente continuarão a pressionar alguns empréstimos”, alerta. De forma geral, a DBRS estima que os rácios NPL se mantenham em níveis baixos.
“Os balanços dos bancos norte-americanos continuam sólidos, com níveis amplos de liquidez e financiamento de depósitos geralmente estável”, nota a agência, tendo em conta os dados de 17 instituições.
No que diz respeito ao capital dos bancos, a DBRS sublinha as entregas de capital “significantes” que os bancos estão a fazer aos acionistas em 2025 através de dividendos e recompras de ações. O rácio CET1 médio entre as 17 instituições, no final de setembro, era de 11,83%. A agência espera ainda que o ambiente de fusões e aquisições se mantenha favorável pois acredita que esta vai ser uma forma atrativa de usar o capital em excesso dos bancos.
Ainda no campo das fusões e aquisições, a DBRS recorda que os bancos efetuaram várias operações destas em 2025 e esperam o mesmo em 2026, de forma a poderem criar escala, entrarem em novos mercados e aumentar a sua quota, reduzindo despesa e aumentando receitas. “Adicionalmente, escala permite aos bancos continuar a investir em tecnologia e infraestruturas digitais, mantendo-se, assim, a par dos maiores bancos e combatendo ‘fintechs’ disruptoras da indústria”, ilustra.
As ‘fintechs’, prevê a agência, devem continuar a ser procuradas pelos bancos para parcerias ou até aquisições, de forma a poderem competir com as mesmas. “Com uma forte rede de clientes existentes e orçamentos tecnológicos consideráveis, os bancos tradicionais ainda detêm uma vantagem significativa sobre esses novos participantes, que provavelmente permanecerão focados em segmentos de nicho do sistema financeiro”, acrescenta.
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