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Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 825.100 milhões
Banco de Portugal refere que, no final de março, o endividamento do setor privado, que inclui empresas e particulares, representava 459,8 mil milhões de euros.
23 Mai 2025 - 13:47
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O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou em março cerca de 4.600 milhões de euros, para 825.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
No final de março, o endividamento do setor privado – que inclui empresas e particulares – representava 459,8 mil milhões de euros, com 365,3 mil milhões de euros a dizerem respeito ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).
No terceiro mês do ano, o endividamento do setor privado subiu 2,4 mil milhões de euros, sendo 1,3 mil milhões de euros referente às empresas privadas e 1,1 mil milhões de euros ao endividamento dos particulares.
Entre as empresas, cerca de 600 milhões de euros refletiam aumentos perante as próprias empresas, cerca de 500 milhões de euros perante o exterior e perto de 200 milhões de euros junto de sociedades financeiras.
Pelo lado dos particulares, à semelhança dos meses anteriores, o aumento do endividamento foi principalmente motivado pelo crédito à habitação.
No setor público, o aumento ocorreu sobretudo junto do exterior (2,2 mil milhões de euros), devido à aquisição de títulos de dívida pública por não residentes e pelas administrações públicas (cerca de 900 milhões de euros).
As administrações públicas e as empresas públicas também aumentaram o seu endividamento junto dos particulares na ordem dos 500 milhões de euros, “sobretudo por via da subscrição de certificados de aforro”, e pelas empresas não financeiras (100 milhões de euros).
Em sentido inverso, a amortização de títulos de dívida foi o principal fator que contribui para a redução do endividamento público junto do setor financeiro, que caiu 1,7 mil milhões de euros em março.
No mês em análise, o endividamento das empresas privadas teve uma taxa de variação anual (tva) – que exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas – de 1,3%, relativamente ao mesmo mês de 2024, acelerando face aos 0,5% de fevereiro.
Já entre os particulares, a tva subiu 5,1%, também acima do registado em fevereiro (4,4%), com o BdP a assinalar que “apresenta uma tendência de crescimento desde dezembro de 2023”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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