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Dois terços dos fundos com termos ESG na Europa mudaram de nome para evitar ‘greenwashing”
Alterações surgiram após novas regras publicadas pela Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados.
23 Dez 2025 - 15:45
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Quase dois terços dos fundos que utilizavam termos ESG (sigla para ambiental, social e governação) ou relacionados com sustentabilidade nos seus nomes alteraram a sua designação, pós a entrada em vigor das novas diretrizes da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA), em maio de 2025.
De acordo com um novo estudo da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA), mais concretamente, 64% dos fundos analisados mudaram de nome e 56% atualizaram as suas políticas de investimento, reforçando os critérios de sustentabilidade.
O estudo analisou, por um lado, cerca de mil notificações enviadas pelos 25 maiores gestores de ativos da UE, que no total gerem 7,5 biliões de euros, e, por outro, cerca de 4.000 fundos com termos ESG nos nomes, que representam aproximadamente dois biliões de euros em ativos sob gestão.
O regulador e supervisor dos mercados financeiros da UE indica que os fundos com maior exposição a combustíveis fósseis foram mais propensos a remover termos ESG dos seus nomes, “evidenciando como a composição das carteiras influencia as opções de conformidade”, refere em comunicado.
Desde a publicação das diretrizes, os fundos que mantiveram termos ESG nos seus nomes reduziram a proporção de ativos ligados a combustíveis fósseis nas suas carteiras em maior medida do que os restantes fundos, sugerindo, segundo a ESMA, que estão a envidar esforços para tornar as suas carteiras mais sustentáveis.
O regulador sustenta que as diretrizes melhoraram a coerência entre os nomes dos fundos e as respetivas estratégias de investimento, contribuindo para reduzir práticas de ‘greenwashing’ e reforçar a proteção dos investidores. E que vai manter o seu compromisso de acompanhar as tendências nos nomes dos fundos e de monitorizar a evolução do mercado, colaborando com a Comissão Europeia “para apoiar a definição de políticas baseadas em evidência no domínio da regulação ESG e das finanças sustentáveis”.
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