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Estrangeiros a comprar casa em Portugal continuam a desacelerar: menos 16,4% no 3.º trimestre
O índice de preços da habitação, referente ao 3.º trimestre, aponta um aumento de 17,7%. Habitações existentes têm subido acima das casas novas.
23 Dez 2025 - 12:30
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Entre julho e setembro deste ano, foram vendidas 42 481 habitações em Portugal, mais 3,8% quando comparado com os mesmos meses de 2024. Destas, 2219 foram adquiridas por compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, o que implica uma redução de 16,4% face ao mesmo trimestre de 2024. No período de abril a junho, este valor também tinha caído, na altura em 14,5%.
Por sua vez, a aquisição de habitações por compradores nacionais subiu 5,2% em termos homólogos, totalizando 40 262. O setor institucional das famílias foi responsável pela compra de 37 507 casas, 88,3% do total transacionado no 3.º trimestre, segundo os dados revelados pelo INE nesta terça-feira. Este valor fica 0,4 pontos percentuais (pp) acima do trimestre anterior e corresponde ao peso relativo mais elevado desde o início da série.
As habitações adquiridas pelas famílias equivalem a 9,2 mil milhões transacionados, sendo que o total das aquisições teve um valor correspondente de 10,5 mil milhões, mais 16% do que um ano antes. O montante pago pelas famílias é 18,8% superior ao valor registado no mesmo trimestre do ano passado e 2,8% acima do trimestre imediatamente anterior.
Apesar dos aumentos de 3,8% em número de transações e 16% em montante, houve uma desaceleração relativamente ao trimestre anterior. Entre abril e junho, as variações em relação ao trimestre homólogo foram de 15,5% e 30,4%, respetivamente.
De acordo com o INE, o Índice de Preços da Habitação no 3.º trimestre reportou uma subida de 17,7% em relação ao trimestre homólogo, ficando 0,5 pp acima dos três meses anteriores e verificando-se um novo máximo histórico da série pela 3.ª vez consecutiva, sublinha a instituição.
As habitações existentes registam os maiores aumentos de preço, ascendendo a 19,1% entre julho e setembro, mais 0,8 pp do que no trimestre anterior. Já as habitações novas viram um incremento de 14,1%, uma descida de 0,4 pp em cadeia.
A taxa de variação média anual deste índice fixou-se em 15,7% no 3.º trimestre, com as habitações existentes e novas a registarem 16,8% e 13,2%, respetivamente. De acordo com o gráfico disponibilizado pelo INE, é possível observar que o índice de preços da habitação tem vindo a subir constantemente para habitações existentes desde o início de 2024. Por outro lado, as habitações novas viram uma estagnação, e até decréscimo, do valor desde o início de 2025.
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