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Europeus perspectivam mais desemprego e juros mais altos no crédito à habitação

Inquérito do Banco Central Europeu mostra que as expectativas de inflação para os próximos cinco anos não vão além dos 2,2%.

28 Nov 2025 - 16:56

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Foto: Adobe Stock/luaeva

Foto: Adobe Stock/luaeva

O inquérito do Banco Central Europeu (BCE) às expectativas dos consumidores no mês de outubro revelado nesta sexta-feira mostra que os europeus consideram que a taxa de inflação nos próximos 12 meses vai subir. As expectativas para a inflação daqui a três anos permaneceram inalteradas em 2,5%, assim como as expectativas para os próximos cinco anos, que se mantiveram em 2,2%.

Estes valores são compatíveis com o objetivo central do BCE (uma taxa de inflação de 2%), o que reforça a hipótese de manutenção das taxas de juro na próxima reunião de 18 de dezembro, a última deste ano.

As expectativas para a taxa de desemprego nos próximos 12 meses aumentaram para 11% em outubro, face a 10,7% em setembro. Tal como nos meses anteriores, as famílias com menores rendimentos esperavam uma taxa de desemprego mais elevada para os próximos 12 meses (13,2%), enquanto as famílias com maiores rendimentos antecipavam uma taxa mais baixa (9,4%).

Os dados trimestrais mostraram que os inquiridos desempregados reportaram uma maior probabilidade de encontrar um emprego nos próximos três meses, aumentando de 22,6% em julho para 24,5% em outubro. Já os inquiridos empregados indicaram que a sua probabilidade de perder o emprego nos próximos três meses diminuiu para 8,5% em outubro, face a 8,7% em julho.

Os consumidores esperavam que o preço das suas casas aumentasse 3,5% nos próximos 12 meses, sem alterações face a setembro. As expectativas para as taxas de juro do financiamento imobiliário nos próximos 12 meses aumentaram pelo segundo mês consecutivo, subindo para 4,7% em outubro, face a 4,6% em setembro.

A percentagem líquida de famílias que reportaram um aperto no acesso ao crédito à habitação nos últimos 12 meses aumentou, tal como a percentagem líquida de famílias que esperam condições de crédito mais restritivas nos próximos 12 meses. A proporção de consumidores que declararam ter solicitado crédito nos últimos três meses, medida trimestralmente, caiu para 15,7% em outubro, face aos 16% em julho.

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