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Fraude de 100 milhões de euros com criptomoedas passou por Portugal

Eurojust revela que esquema começou em 2018 e que o dinheiro era branqueado em contas bancárias na Lituânia

23 Set 2025 - 15:06

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Foto: Adobe Stock/zephyr_p

Foto: Adobe Stock/zephyr_p

Uma operação transnacional que incluiu buscas em Portugal travou uma fraude com criptomoedas que, desde 2018, terá lesado mais de 100 pessoas na Europa em pelo menos 100 milhões de euros, anunciou nesta terça-feira a Eurojust.

“No dia da operação, cinco suspeitos foram detidos, incluindo o alegado principal responsável pelo esquema”, refere, em comunicado, a Agência da União Europeia para a Cooperação Judiciária Penal (Eurojust), precisando que o suspeito terá, “através de uma plataforma de investimento online”, defraudado “mais de 100 vítimas na Alemanha, França, Itália e Espanha, entre outros países, num total de pelo menos 100 milhões de euros”.

Segundo o comunicado, o homem prometia “retornos elevados em investimentos em diversas criptomoedas”, recorrendo a plataformas aparentemente profissionais. Grande parte do dinheiro era depois branqueada através de contas bancárias na Lituânia.

“Quando as vítimas tentavam recuperar os investimentos, era-lhes solicitado o pagamento de taxas adicionais, sendo que o site usado para a fraude desaparecia em seguida. Consequentemente, os investidores perderam a maior parte ou, em alguns casos, a totalidade do seu dinheiro”, explica a Eurojust.

No total, o esquema estendeu-se a 23 países, entre os quais Portugal.

A coordenação da investigação pela Eurojust foi solicitada por Portugal e Espanha, dois dos países onde também decorreram buscas.

Em Portugal, a operação contou com a participação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público, da Polícia Judiciária (PJ) e do Tribunal Central de Instrução Criminal.

Portugal está representado na Eurojust pelo Procurador-Geral-Adjunto José Luís Ferreira Trindade, cujo mandato termina em 2027.

Agência Lusa
Editado por Jornal PT50

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