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Governo e Fundo de Resolução assinam quarta-feira acordos de venda do Novo Banco

Venda do Novo Banco ao francês BPCE foi anunciada em junho. Operação de 6,4 mil milhões fica agora mais perto de estar concluída.

28 Out 2025 - 12:26

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Novo Banco | Foto: Rigby/JornalPT50

Novo Banco | Foto: Rigby/JornalPT50

O Governo e o Fundo de Resolução vão assinar esta quarta-feira acordos de venda do Novo Banco ao grupo bancário francês BPCE, segundo a nota de agenda divulgada nesta terça-feira pelo Ministério das Finanças. Na informação, os “acordos de adesão à venda do Novo Banco” pelo Estado português e pelo Fundo de Resolução bancário serão assinados pelas 11 horas no salão nobre do Ministério das Finanças, em Lisboa, com a presença do ministro, Miranda Sarmento.

O Novo Banco foi criado em 2014 para ficar com parte da atividade bancária do BES, na resolução deste. Em 2017, a maioria do capital foi vendido à Lone Star. Então, foi acordado um mecanismo pelo qual, nos anos seguintes, o Fundo de Resolução injetou 3,4 mil milhões de euros no banco, provocando várias polémicas políticas e mediáticas.

Com o fim antecipado deste mecanismo, no final de 2024, tornou-se possível a venda do banco e o pagamento de dividendos aos acionistas. Atualmente, o fundo norte-americano Lone Star tem 75%, a Direção-Geral do Tesouro e Finanças tem 11,46% e o Fundo de Resolução 13,54%.

Em junho, foi acordada a venda ao BPCE por 6,4 mil milhões de euros. O Governo disse então que a venda do Novo Banco associada à distribuição de dividendos que ocorreu este ano permitiu “ao Estado recuperar quase 2 mil milhões de euros dos fundos públicos injetados na instituição”. No início de agosto, segundo a imprensa, foi assinado contrato de venda do Novo Banco entre a Lone Star e o BPCE.

Em setembro, foi polémica a notícia do Público de que dirigentes da Lone Star e gestores do Novo Banco receberão bónus que ascendem a 1,1 mil milhões de euros pagos pelo acionista Lone Star relativos à venda do Novo Banco. Mais de 2700 trabalhadores do Novo Banco (dos mais de 4 mil) subscreveram , a semana passada, um abaixo-assinado insatisfeitos por não serem reconhecidos financeiramente pela venda ao BPCE. A Comissão de Trabalhadores do Novo Banco reivindica dois salários a todos os trabalhadores como “forma mínima de reconhecimento pelo seu esforço, dedicação e papel fundamental na recuperação e valorização do banco”. A Comissão de Trabalhadores do Novo Banco também pediu audiências ao Governo e Fundo de Resolução para reivindicar os prémios.

A Lusa questionou essas mesmas entidades, sobre se concordam ou não que os trabalhadores recebam os prémios, mas não obteve resposta.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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