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HSBC oferece 11,71 mil milhões para comprar restantes 37% de subsidiária em Hong Kong
O HSBC fez uma oferta de 17,13 euros por ação aos acionistas minoritários do Hang Seng Bank. A proposta tem um prémio de 33% sobre o valor médio das ações.
09 Out 2025 - 18:18
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Georges Elhedery, CEO do HSBC | Foto: HSBC
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Georges Elhedery, CEO do HSBC | Foto: HSBC
O banco britânico HSBC fez, nesta quinta-feira, uma oferta aos acionistas minoritários do Hang Seng Bank, sediado em Hong Kong, do qual possui cerca de 63% do capital. A proposta em questão, esclarece o banco, é de 17,13 euros por ação, o que configura uma proposta de 11,71 mil milhões e atribui ao banco uma valorização de 32 mil milhões.
Segundo explica o HSBC, a oferta em questão implica um prémio de 33% sobre o preço médio por ação dos últimos 30 dias, de 12,9 euros. O maior banco europeu sublinha que este prémio é “atrativo e significante” face aos preços históricos do Hang Seng Bank, estando acima do valor mais alto que as ações do banco atingiram nos últimos três anos e meio. O HSBC reitera ainda que esta oferta é final e não será sujeita a nenhuma melhoria, pois a instituição está “confiante na justiça e atratividade” da mesma.
A aquisição das ações vai dar-se através da subsidiária HSBC Asia Pacific, caso a proposta seja aprovada, e vai resultar na retirada do Hang Seng Bank da Bolsa de Hong Kong. O HSBC informa que que vai financiar a operação com fundos próprios e estima um impacto de 125 pontos base no seu rácio CET1.
Para restaurar este indicador, a instituição aponta para a geração de capital orgânica em paralelo com uma suspensão de novos programas de recompra de ações. O banco informa que a decisão de voltar a estes programas depende das considerações normais do HSBC relativas a recompras. O programa anunciado a 31 de julho vai continuar de acordo com os termos anunciados e o banco garante que mantém o objetivo de distribuir 50% dos dividendos de 2025.
O banco argumenta que, com esta oferta, os acionistas minoritários têm uma oportunidade para ter dinheiro no imediato, sem ter de esperar por futuros dividendos.
O HSBC considera que esta operação se enquadra na sua prioridade estratégica de fazer crescer o negócio em Hong Kong ao mesmo tempo que se mantém simples e ágil. O banco assegura que pretende manter a licença bancária separada do Hang Seng, bem como a sua própria marca, governação, proposta ao consumidor e rede comercial. Para os clientes, estes vão poder continuar a usufruir dos produtos e serviços do Hang Seng enquanto ganham acesso à rede global e gama de produtos do HSBC.
O CEO do Grupo HSBC, Georges Elhedery, acredita que esta é uma boa oportunidade de crescimento para ambas as instituições e reforça a intenção de preservar a história e a marca do Hang Seng. O líder da empresa destaca ainda o grande investimento que esta está a fazer na economia de Hong Kong, realçando a “confiança” neste mercado e o compromisso para com o seu futuro enquanto “centro financeiro global”.
Elhedery abre ainda a porta a mais aquisições, segundo declarações prestadas à Reuters. “Somos geradores de capital e temos solidez financeira para ir em frente e adquirir”, reiterou. O CEO reforçou que Hong Kong, o Reino Unido, ‘transaction banking’ e património são as áreas de prioridade para o crescimento. Ao mesmo tempo, esclareceu que o banco vai continuar a desinvestir em áreas consideradas não estratégicas ao longo do próximo ano.
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