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Instituições financeiras não bancárias alcançam 400% do PIB da Zona Euro
Os fundos de investimento e instituições não bancárias cresceram significativamente, representando mais de 60% do setor financeiro da Zona Euro. A interligação entre bancos e estes setores exige supervisão, salienta Lagarde.
17 Set 2025 - 12:01
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Christine Lagarde, presidente do BCE | Foto: BCE
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Christine Lagarde, presidente do BCE | Foto: BCE
Os fundos de investimento, seguradoras, fundos do mercado monetário e veículos de titularização expandiram-se de aproximadamente 140% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1999 para quase 400% atualmente, destacou nesta quarta-feira a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. “Uma das principais mudanças estruturais no sistema financeiro nas últimas duas décadas foi a crescente presença das instituições financeiras não bancárias”, sublinhou Lagarde durante a sessão de abertura da Conferência Anual de Investigação do BCE, este ano intitulada “A próxima crise financeira?”.
Segundo a líder do BCE, o setor financeiro não bancário “tem cada vez mais importância no financiamento da economia real e na gestão das poupanças das famílias e das empresas”. De acordo com os números apresentados por Lagarde, os fundos de investimento, seguradoras, fundos do mercado monetário e veículos de titularização representam mais de 60% do setor financeiro da Zona Euro.
Na sua intervenção, Christine Lagarde voltou a alertar que os bancos e as instituições financeiras não bancárias estão muito interligados. Na zona euro, as exposições dos ativos dos bancos às instituições financeiras não bancárias são consideráveis e representam, em média, cerca de 10% dos ativos totais dos maiores bancos, que o BCE supervisiona diretamente.
Lagarde lembrou que, por vezes, a Europa é acusada de excesso de regulamentação, mas salientou que a função da supervisão e da regulamentação é “conter os riscos” da inovação ou da transformação estrutural. Avançando que a Europa vai agora implementar “uma simplificação ambiciosa” da legislação comunitária sob a direção da Comissão Europeia (CE), a presidente do banco central ressalvou, contudo, que “simplificação não significa necessariamente desregulamentação. “Significa manter a resiliência com um quadro de supervisão e regulamentação mais eficaz e eficiente”, enfatizou.
A Conferência Anual de Investigação do BCE, que decorre este ano sob o tema “A próxima crise financeira?”, é organizada em conjunto com a Hoover Institution de Stanford e reúne decisores políticos e académicos para discutir como as atuais regulamentações, práticas de supervisão, política monetária (convencional e não convencional) e inovações tecnológicas que moldam a fragilidade financeira.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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