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Investimento em PPR dispara 60% face a primeiros nove meses de 2023
Nos primeiros nove meses de 2024, as famílias portuguesas subiram o investimento em seguros PPR, totalizando 1,15 mil milhões de euros. Os resgates diminuíram em 26%, mas estão 14% acima de 2022. A taxa de poupança subiu para 9,8%.
06 Nov 2024 - 15:01
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Foto UnsplashAndre Taissin
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Nos primeiros nove meses de 2024, as famílias portuguesas aumentaram em 60% o valor da produção de seguros PPR, avança o Diário de Notícias (DN). Estes totalizaram 1,15 mil milhões de euros, segundo os dados cedidos ao DN pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).
Em sentido inverso, os resgates dos PPR têm vindo a diminuir. Os dados da ASF revelam que, até setembro deste ano, os portugueses retiraram cerca de 657 milhões destes produtos financeiros, o que representa uma queda de 26% face ao período homólogo. No entanto, o valor continua a estar 14% acima do registado em igual período de 2022.
Este mecanismo de resgate sem consequências foi criado para que as famílias pudessem fazer face à crise inflacionista no que diz respeito ao crédito à habitação. Os resgates sem penalizações aplicaram-se até final de 2022 quando o propósito era pagar prestações do empréstimo da habitação e até 27 de junho de 2023 quando eram usados para amortizar o crédito.
No que diz respeito às poupanças, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), citados pelo DN, apontam para uma maior tendência neste sentido. A taxa de poupança, segundo o INE, alcançou os 9,8% em junho, uma subida de 0,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. O aumento de 2,2% nos rendimentos brutos disponíveis está na origem deste incremento. Ainda assim, a taxa de poupança dos portugueses encontra-se abaixo da média da zona euro, onde, de acordo com o Eurostat, esta se fixou em 15,7% entre abril e junho.
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