2 min leitura
Jose Manuel Campa: “O setor bancário está menos integrado a nível europeu do que há 15 anos”
O presidente da Autoridade Bancária Europeia sublinha que, apesar das iminentes fusões e aquisições no seio da banca europeia, falta completar a união bancária. Reconhece, por isso, mais lógica económica nas fusões nacionais do que nas internacionais.
29 Mai 2025 - 13:49
2 min leitura
José Manuel Campa presidente da Autoridade Bancária Europeia | Foto LinkedIn
Mais recentes
- Governo mantém garantia pública na habitação para jovens em 2027
- Miranda Sarmento indica que Governo continua a estudar novo imposto sobre a banca
- OE2027: CGD deverá pagar 987,5 milhões em dividendos referentes a 2026
- Banqueiros pedem previsibilidade e equilíbrio nas contas públicas
- Gonçalo Santos Lopes volta a liderar Visa em Portugal
- OE2027: Governo espera encaixe de 210 milhões com contribuição sobre setor bancário
José Manuel Campa presidente da Autoridade Bancária Europeia | Foto LinkedIn
José Manuel Campa, presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês), reconheceu nesta quinta-feira, durante a sua intervenção no Fórum CREO, organizado pelo jornal espanhol Cinco Días, que, apesar da “revolução” regulatória que o setor financeiro viveu desde a crise de 2008, “o setor bancário está menos integrado a nível europeu do que há 15 anos, e isso é paradoxal”.
Apesar das iminentes fusões e aquisições desencadeadas por operações como o aumento da participação do banco italiano UniCredit no alemão Commerzbank, ou no grego Alpha Bank hoje anunciada, Campa lembrou que faltam alguns elementos para impulsionar as fusões transfronteiriças com o objetivo de criar gigantes bancários pan-europeus que concorram com os bancos norte-americanos. “A união bancária está incompleta”, salientou, refere o jornal.
O presidente da EBA salientou que há potencial a explorar nestes negócios, mas considera que falta um ambiente e uma regulamentação adequados para que isso aconteça. Até lá, reconhece mais lógica económica nas fusões nacionais, como é o caso da OPA lançada pelo BBVA ao Sabadell, do que nas internacionais.
O economista espanhol referiu também que o setor tem uma prestação positiva no que toca aos testes de stress deste ano. “A situação inicial é boa em termos de solvência, recursos próprios, rentabilidade e índices de ativos inadimplentes”, destaca o economista, segundo o Cindo Días.
Observou ainda que o setor bancário soube reagir a crises como a pandemia e o início da invasão russa da Ucrânia, o que lhe permitiu estar hoje numa posição mais sólida. “Os bancos, 15 anos após a crise financeira, estão numa situação imbatível para apoiar a economia nos desafios que temos”, referiu.
José Manuel Campa também defendeu a ampliação dos testes de stress a instituições não bancárias, para procurar vulnerabilidades no restante sistema financeiro, como resposta a receios decorrentes do rápido crescimento de grupos menos regulamentados, como ‘hedge funds’ e ‘private equity’.
Medida esta que, segundo avançou o Financial Times nesta quarta-feira, os reguladores europeus estão a estudar para integrar no próximo ano, de modo a garantir uma supervisão mais abrangente e eficaz do sistema financeiro europeu.
Mais recentes
- Governo mantém garantia pública na habitação para jovens em 2027
- Miranda Sarmento indica que Governo continua a estudar novo imposto sobre a banca
- OE2027: CGD deverá pagar 987,5 milhões em dividendos referentes a 2026
- Banqueiros pedem previsibilidade e equilíbrio nas contas públicas
- Gonçalo Santos Lopes volta a liderar Visa em Portugal
- Ebury inaugura nova sede em Lisboa