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Juro médio do crédito à habitação cai pelo 8.º mês seguido para 2,84%
Taxa de juro média já conta com queda acumulada de 0,36 pontos percentuais desde janeiro. Prestação média da habitação tem primeira subida desde abril.
31 Out 2025 - 13:31
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Foto: Unsplash/Jakub Zerdzicki
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Foto: Unsplash/Jakub Zerdzicki
As taxas de juro do crédito à habitação continuam em rota descendente, tendo, em setembro, caído para 2,84%. São menos 0,04 pontos percentuais (pp) do que no mês anterior e equivale a uma queda acumulada de 0,36 pp desde janeiro. A prestação média mensal, por outro lado, teve a primeira subida desde abril, de 412 para 413 euros.
Na Zona Euro, a taxa de juro média foi de 3,32%, registando uma redução ligeira de apenas 0,01 pp. Portugal está, assim, 0,48 pp abaixo da média europeia – o que compara positivamente com a diferença de apenas 0,16 pp em dezembro de 2024 – e tem a quinta taxa de juro média mais baixa entre os países do euro. Desde o início de 2025, sublinha o Banco de Portugal (BdP), Portugal já desceu quatro posições.
No que diz respeito ao volume de novas operações de crédito a particulares, estas totalizaram 3,41 mil milhões em setembro, mais 364 milhões do que em agosto. Isto inclui os novos contratos e os contratos renegociados. Em relação aos novos contratos em específico, estes ascenderam a 2,93 mil milhões, o que equivale a uma subida de 386 milhões face ao mês anterior. Por outro lado, as renegociações atingiram 483 milhões de euros, representando uma quebra de 21 milhões em cadeia.
Na finalidade da habitação, esta foi onde se registou o maior aumento do crédito concedido, informa o BdP. Os novos contratos para habitação alcançaram 2,08 mil milhões, mais 312 milhões do que em agosto.
De acordo com os dados divulgados pelo BdP, 71% dos novos créditos à habitação concedidos em setembro foram a taxa mista. Os empréstimos contratados a taxa mista eram, no final de setembro, 41% do ‘stock’ de crédito à habitação.
A taxa de juro média das novas operações a taxa mista fixou-se em 2,74%, abaixo dos 2,72% registados um mês antes. Nos contratos com taxa fixa, o juro médio subiu 0,07 pp para 3,46%. Por fim, nos créditos com taxa variável, houve uma queda de 0,05 pp para 2,8%.
No crédito ao consumo, o novo montante concedido foi de 588 milhões e no crédito para outros fins alcançou 262 milhões. Estes valores correspondem a subidas em cadeia de 36 e 38 milhões, respetivamente.
Nestes empréstimos houve também redução das taxas de juro, com os créditos ao consumo a registarem um juro médio de 8,76%, ficando 0,02 pp abaixo do mês de agosto. Já os empréstimos para outros fins tiveram uma taxa média de 3,51%, uma queda de 0,04 pp em cadeia. Comparando com os pares do euro, a taxa média do crédito ao consumo a nível nacional ficou 1,36 pp acima.
Para as empresas, o montante de novas operações de empréstimos totalizou 2,21 mil milhões. Este valor está 174 milhões acima de agosto. Este crescimento, justifica o BdP, resulta do montante de novos contratos, de 183 milhões, que foi parcialmente compensado pela diminuição de 9 milhões dos contratos renegociados.
A taxa de juro média das novas operações de empréstimos a empresas aumentou 0,05 pp em cadeia, passando de 3,54% para 3,59%, em setembro. Segundo o banco central, esta subida surge pelo incremento da taxa média nos créditos acima de 1 milhão de euros – de 0,18 pp para 3,38%. Por outro lado, os empréstimos abaixo daquele valor viram uma redução do juro médio em 0,03 pp para 3,76%.
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