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Lavagem de dinheiro através do esquema do “falso CEO” leva 10 para prisão preventiva
Associação criminosa atuava desde 2023 e desviou 1,7 milhões de euros de sete sociedades estrangeiras
17 Mar 2026 - 16:53
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branqueamento de capitais/Foto: Freepick
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branqueamento de capitais/Foto: Freepick
Dez dos 11 arguidos detidos pela Polícia Judiciária (PJ), suspeitos de pertencer a uma rede internacional que terá utilizado bancos nacionais para lavar dinheiro obtido através de burlas a empresas estrangeiras, ficaram nesta terça-feira em prisão preventiva.
Num comunicado divulgado na sua página na Internet, a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP) refere que a Diretoria do Norte da PJ deteve e apresentou a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação, 11 arguidos, incluindo um ex-bancário.
A Procuradoria refere que os arguidos (oito mulheres e três homens) estão indiciados pela prática dos crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais, burla qualificada, falsidade informática, falsificação de documentos e, no caso do arguido ex-bancário, corrupção passiva no setor privado.
De acordo com a mesma nota, 10 dos detidos ficaram em prisão preventiva, tendo sido aplicada a uma outra arguida a obrigação de apresentações bissemanais, para além da proibição de se ausentar do país, com entrega do passaporte, e de contactar com os restantes arguidos e testemunhas.
A PGRP refere que os arguidos “estão fortemente indiciados de integrarem uma organização criminosa de cariz internacional que, desde o ano de 2023, se dedica, com recurso a identidades falsas (pessoas singulares e/ou coletivas), à abertura e utilização de contas bancárias nacionais para circulação e dissipação de fundos oriundos de crimes praticados, sobretudo contra empresas, através de meios informáticos”.
“Nesta atividade, o grupo beneficiou da atuação do arguido enquanto bancário que, abusando das suas funções, permitiu o alargamento dos limites máximos de movimentação online das contas criadas pelo grupo, facilitando a transferência imediata de elevados montantes”, refere a mesma nota.
De acordo com a investigação, os alegados crimes causaram um prejuízo global de 1.799.395,59 euros a sete sociedades estrangeiras, montante que foi desviado para contas bancárias do grupo através do chamado esquema CEO Fraud, com manipulação do IBAN nos pagamentos a fornecedores, mediante interferência nas comunicações eletrónicas.
Nas buscas, que precederam as detenções, foi apreendida diversa documentação e equipamento informático relacionados com os crimes, bem como vários relógios, artigos de joalharia e peças de vestuário de marcas de luxo, duas viaturas e uma quantia monetária superior a 200 mil euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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