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Lloyds provisiona mais 922 milhões para lesados do crédito automóvel
O Lloyds fez uma provisão para possíveis prejuízos relacionados a encargos excessivos em financiamentos de automóveis. A compensação total pode chegar a 1,95 mil milhões de libras.
13 Out 2025 - 18:06
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O banco britânico Lloyds fez uma provisão extraordinária de 800 milhões de libras (cerca de 922 milhões de euros) para fazer face a eventuais novos prejuízos resultantes de um escândalo ligado à atribuição de financiamento para compra de automóveis. Num comunicado de imprensa, a instituição financeira admite que a provisão no montante de 800 milhões de libras deve-se à “maior probabilidade” de ter de indemnizar mais clientes sobre os quais recaíram encargos adicionais no financiamento para aquisição de veículos entre abril de 2007 e novembro de 2024.
A confirmar-se o novo valor, a compensação total a suportar pelo Lloyds poderá ascender a 1,95 mil milhões de libras (2,25 mil milhões de euros). O grupo tinha já provisionado cerca de 1,15 mil milhões de libras (1,32 mil milhões de euros) para enfrentar possíveis custos.
O Lloyds é um dos bancos mais expostos a um escândalo resultante da descoberta de que vários clientes suportaram encargos a mais pelos financiamentos que contraíram para a compra de veículos, em consequência de comissões indevidas pagas aos concessionários dos automóveis.
A Autoridade de Conduta Financeira (Financial Conduct Authority), o organismo regulador das empresas de serviços financeiros no Reino Unido, anunciou na semana passada que as compensações aos clientes lesados poderão atingir entre 11 mil milhões de libras (12,7 mil milhões de euros) a 12,4 mil milhões de libras (14,29 mil milhões de euros), a repartir pelas entidades envolvidas no esquema, caso todos os lesados se candidatassem e viessem a ter direito a uma indemnização.
O Lloyds indicou que irá rever os termos da decisão da FCA, por entender que a metodologia utilizada para calcular a indemnização não reflete as “perdas reais” dos clientes afetados. No comunicado, o Lloyds garante que continua empenhado “em garantir que os clientes recebem uma indemnização adequada quando sofrem perdas. No entanto, o grupo não acredita que a metodologia proposta no documento de consulta da FCA reflita a perda real sofrida pelos clientes”. “Também não cumpre o objetivo de garantir que os consumidores são indemnizados de forma proporcional e razoável quando o dano é demonstrado”, acrescenta a nota.
A Associação de Financiamento e Leasing, que representa as instituições de financiamento para a compra de veículos no Reino Unido, tem vindo a alertar, desde há meses, que indemnizações demasiado elevadas poderão destabilizar o mercado de financiamento automóvel, levando algumas empresas a abrir falência.
A Hyundai Capital UK, outra das instituições envolvidas, anunciou já ter efetuado uma provisão de 34,5 milhões de libras (40 milhões de euros) para pagar as compensações. A divisão britânica da Honda Finance Europe informou ter reservado 62,2 milhões de libras (71,7 milhões de euros) para o mesmo fim.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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